Na Itália, arqueólogos anunciaram a descoberta de um piso em mosaico da época do império romano representando cenas de ritos pagãos e figuras de divindades orientais nas fundações da Catedral de Reggio Emilia, centro-norte do país. O pavimento, do século IV d.C. [anos 300 da Era Cristã], medindo 13 metros quadrados foi encontrado a uma profundidade de 4 metros durante pesquisas arqueológicas que estavam sendo feitas na cripta do templo.
[De fato, desde a descoberta de Tróia, sabe-se que essa coisa de ruínas sobre ruínas é muito corriqueira em arqueologia e muitas preciosidades pré-colombianas foram e estão sepultadas para sempre na fundações da igrejas do templo da colonização espanhola.]
O mosaico romano é feito de pequenas lâminas constituídas de diferentes materiais, como pedras coloridas, camafeus de vidro e folhas de ouro, combinadas em uma composição intrincada formando esquemas geométricos de círculos e quadrados onde aparecem as figuras de dançarinos, flores e pássaros como corvos e pavões. O que faz a obra algo de único, porém, são três amplas cenas mitológicas: "Até agora, todas as cenas mostram personagens nuas. Estamos tentando entender seu significado. Creio que podemos descobrir à medida em que avançarmos com as escavações".
São cenas incomuns: um homem [nu] caindo, ou sendo amparado, nos braços de alguém; um casal "vestido" com jóias, pedras preciosas ─ ela segura um peixe preso a uma linha de pesca e ele, dois patos vivos [!]. Outro homem, [igualmente pelado], usando uma coroa de hera, segura uma flor de lótus na mão direita e na esquerda, um bastão curvo, um lituus, que na Roma antiga era usado como instrumento divinatório, de augúrio ─ um objeto de culto, sacerdotal. Os áugures eram oficialmente encarregados de observar e interpretar os "sinais da natureza", como o vôo dos pássaros, a fim de decifrar a vontade dos deuses.
Este editor não entende onde está mistério. Tudo bem que o Mosaico é maravilha histórica, porém cenas de pagãos pelados com o bastão na mão, e ganso [pato...] em outra mão e tudo mais... isso coisa muito comum na arte da Antiguidade; são registros da cultura sincrética da Roma imperial em seu último período. Isso, coisa de ritos orgiásticos, assim, putaria ritual mesmo [com pardon de má palavra...]. Ainda bem que isso acabou, non? Ou non? ... Olha carnaval ahê gente! Meditemos...























