domingo, 8 de novembro de 2009

Modus Vivendi - Vampiros da Vida Real



Suzie em seu caixão

REINO UNIDO ─ Em Kirkby-in-Ashfield cidade comercial situada no condado de Nottinghamshire, Suzie Park, 36 anos, experimenta um estilo de vida macabro. Ela é uma real-life vampire ou seja, uma vampira da vida real. 

Suzie conta que os Real Life Vampires surgiram nos anos de 1980 como uma das vertentes do movimento Punk. Para ela, tudo começou na adolescência, quando vivia em Nova Iorque e começou a gostar de música gótica. 

Não era uma coisa comum; afastou-se dos amigos, tornou-se uma solitária. Minha vida estava em frangalhos: eu não tinha emprego, nem projetos; estava realmente deprimida.

Então, em 2003, ela foi a um clube underground [alternativo] e sua vida sofreu uma mudança macabra. Alguém tocou em seu ombro e um homem sussurrou algo em seu ouvido.  

Disse que podia me salvar da minha vida vazia. Era alto, magro e usava uma capa preta longa, até o chão. Tinha longos cabelos negros. Apresentou-se como Lord Sebastian e me levou a uma casa na periferia da cidade [E ela foi!]. Ali era a Casa do Exmorta: Um culto onde eu aprendi a viver como vampira.

Ela aderiu ao grupo. Durante o dia, trabalhava como escriturária em uma empresa de seguros. À noite, participava de encontros vampirescos. Esses encontros consistiam, muitas vezes, em passear pelas ruas à luz do luar. Depois iam para casa onde dormiam em caixões. O alho foi cortado da dieta. O culto era uma segredo pouco divulgado e tinha seus rituais de Iniciação.

Suzie Park passou pelos rituais básicos até que chegou o momento do teste final, que consistia em entrar no Inferno Room, uma câmara reservada do culto onde ela finalmente beberia sangue humano. Ela lembra:  

Eu não estava nervosa. Estava excitada, a um passo de colocar o pé na estrada para me tornar uma vampira plena. Quando entrei no Inferno Room, eu me sentia bem. Eu vi Lord Sebastian cortar uma veia e colher o sangue em uma taça. Então eu bebi. A sensação era quente; o sabor, metálico. Fui tomada por uma grande euforia. Era quase como se o sangue estivesse me dando uma uma vida nova, me restaurando. Senti que finalmente tinha chegado em casa. 

Lord Sebastian morreu em 2005, vítima de acidente de automóvel. O culto se dispersou. Mas Suzie continuou com as práticas, incluindo beber sangue humano duas vezes por semana. Ela não ataca pessoas nem pertence a um círculo de doadores mútuos. Ela corta a veia do braço esquerdo e bebe o próprio sangue: É a única coisa que mata minha sede de vida.


Eventualmente, ela conheceu, pela internet, o inglês Paul Davies, 41 anos [2009]. Ele aprecia a cultura gótica pós-moderna mas não é Real Life vampire. Mesmo assim, em 2007 eles passaram a morar juntos na Inglaterra. A cerimônia de casamento, verdadeiramente gótica, com todos vestidos de preto, aconteceu em 2008. 

Ela decorou a casa com o estilo soturno do universo vampírico. Afiou os caninos em um dentista e tem um par de lentes contato vermelhas. Para ganhar dinheiro, Suzie vende lâmpadas góticas que ela mesma fabrica. Mas tudo isso não significa uma vida de maldades e chacinas, somente uma fantasia vivida no dia-a-dia: Meus amigos vampiros não maus. Eles vivem por aí, como qualquer um. Pode ser seu vizinho de porta e você jamais saberá.

LINKS RELACIONADOS

Vampiro de Si Mesmo, 11/02/2013
Alerta de Saúde Pública - Vampiro à Solta na Servia, 25/11/2012

OS LOBISOMENS REAIS DE PERM, NA RÚSSIA, 19/10/2006

Fonte: From my first taste of human blood I knew what my life was missing. 
THE SUN/UK ─ publicado em 05/11/2009
[http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/woman/real_life/2714711/Meet-Suzie-Park-a-real-life-Vampire.html]

Nenhum comentário:

Arquivo do blog