sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Quando as Baleias Eram Mamíferos-Anfíbios



Imagens: EM CIMA ─ Carl Buell. EM BAIXO ─ John Klausmeyer and Bonnie Miljour, University of Michigan Museums of Natural History.

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QUANDO OS GOLFINHOS VIVIAM NA TERRA 

BIOLOGIA. Neste planeta azul, na bruma de tempos arcaicos, mais precisamente no período Eoceno, 47 milhões de anos atrás, as baleias tinham seus filhotes na terra. Naquela época a espécie estava em plena transição de habitat, entre os oceanos e os continentes. No mar, buscavam alimento; nas praias, descansavam, acasalavam e davam à luz seus descendentes.

Há muito a biologia criptozoológica sabe que, um dia, as baleias foram animais terrestres. Porém, somente no ano 2000, uma equipe de palentólogos da University of Michigan encontraram, no Paquistão, os restos fósseis de uma baleia diferente: era um indivíduo fêmea e estava grávida quando morreu. O feto estava posicionado com a cabeça "para baixo", uma gravidez típica de mamíferos terrestres; não de aquáticos. Os dentes do feto estavam bem desenvolvidos indicando que o óbito da mãe aconteceu pouco antes do parto.

Ao ser encontrado, o fóssil da baleia chegou a confundir os arqueólogos, porque a primeira parte a aparecer foi um dente do filhote. Viu-se logo que se tratava de um animal muito grande mas somente depois de um dia inteiro de escavações foi possível perceber que todo o conjunto era um feto ainda no "ventre" esquelético de sua mãe. Em 2004, no mesmo sítio arqueológico, um esqueleto completo de um macho adulto foi descoberto e avaliou-se que, em vida, media 2,6 metros de comprimento e pesava entre 280 e 390 quilos.

O estudo dos fósseis revelou uma nova espécie ancestral que foi chamada de Maicetus innus, membro dos Archaeocetes, um grupo de cetáceos [que inclui, além de baleias, golfinhos e marsopas, um tipo de boto] que precedeu às atuais baleias dentadas e dotadas de barbatanas. Os Archaeocetes tinham várias fileiras de diferentes tipos de dentes e narinas próximas à ponta do nariz, o que lhes dava uma aparência terrestre, muito diferente dos cetáceos contemporâneos.

Assim como outros Archaeocetes, a nova espécie descoberta possuía quatro patas modificadas para um melhor desempenho locomotor tando na água, como para sair da água, pois essas patas tinham atributos de garras adequadas para agarrar a terra firme. Mas, não por muito tempo, porque os membros dos Archaeocetes já davam sinais de que não suportariam o peso do animal por muitas gerações e a tendência era otimizar o potencial de agilidade transferindo-se definivamente para a água.

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BRYNER, Jeanna. IN Live Science ─ publicado em 03/02/2009


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