domingo, 25 de janeiro de 2026

🌊🌊🌊 AS RUÍNAS DE SUBMERSAS DE YONAGUNI

por Ligia Cabus, 2007
Equipe do dr. Masaaki Kimura, da Universidade de Ryûkyû, exploram o sítio arqueológico submarino. Escadarias, rampas, terraços, entalhes na rocha e outros indícios da "mão humana", como ferramentas. Yonaguni pode ser o mais antigo consjunto arquitetônico da história.
A Okinawan Rosseta stone, com símbolos que foram encontrados gravados nas pedras das ruínas submersas. A Okinawa Roseta é um achado arqueológico de Okinawa.

No arquipélago de Ryûkyû, a 480 km a sudoeste de Okinawa - Japão, as águas em torno da ilha de Yonaguni escondem um conjunto de misteriosas ruínas megalíticas. 

O território, de 28,88 km² e uma população de pouco mais de mil e setecentas pessoas, atraiu a atenção de historiadores, arqueólogos e outros cientistas quando, em 1985, o mergulhador Kihachiro Aratake, descobriu as magníficas estruturas de pedra submersas nas águas que circundam a ilha.

Quando fotos do lugar foram divulgadas, imediatamente começou a polêmica sobre a origem dos terraços e escadarias. 

Estudiosos negaram que as ruínas sejam construções feitas por mão humana. As formas geométricas, os ângulos muito certos, foram atribuídos a "agentes naturais".
 
Entretanto, outros pesquisadores afirmam que o fundo do mar de Yonaguni é o túmulo de uma próspera civilização possivelmente mais antiga que Suméria, Egito, Índia ou China.
Masaaki Kimura, professor da Universidade de Ryûkyû, PHD em geologia marinha e o geólogo Robert M. Schoch, final dos anos de 1990.

Em 1997, dr. Masaaki Kimura, professor da Universidade de Ryûkyû, PHD em geologia marinha, publicou A Continent Lost In The Pacific Ocean, onde defende a teoria da civilização submersa; no mesmo ano, uma equipe da universidade empreendeu estudos no sítio arqueológico.

Naquele ano (1997) o geólogo Robert M. Schoch mergulhou várias vezes para examinar as ruínas. Em 1999, ele comentou: 

"Também devemos considerar a possibilidade de que o Monumento Yonaguni seja fundamentalmente uma estrutura natural que foi utilizada, aprimorada e modificada pelos humanos em tempos antigos".

Em 04 de maio de 1998, partes da ilha e das ruínas foram sacudidas por um terremoto. Depois do abalo, foram realizadas filmagens submarinas. 

Constatou-se que haviam surgido novas estruturas de forma similar aos zigurates da Mesopotâmia. Estes seriam, então, os edifícios mais antigos do mundo. Foram encontradas marcas nas pedras que evidenciam o trabalho feito nelas, inclusive entalhes. 

Também foram achadas ferramentas e uma pequena escadaria. A hipótese de formação natural em Yonaguni tornou-se, então, pouco plausível.

O ENIGMA DA CABEÇA DE PEDRA


Submersa, 18 metros abaixo da superfície, surge uma cabeça megalítica, um rosto de pedra gasto pela erosão das águas que faz lembrar as cabeças de pedra de outros lugares antigos: Moais, no Pacífico; La Venta, Golfo do México.
O que torna o Monumento Yonaguni especialmente controverso é sua suposta antiguidade. 

Enquanto as pirâmides do Egito datam de cerca de 4.500 anos e Stonehenge de cerca de 5.000, estimativas para o sítio de Yonaguni remontam a até 10.000 anos. 

Se verificado, isso o colocaria no mesmo quadro arqueológico do Göbekli Tepe da Turquia, um dos primeiros exemplos conhecidos de arquitetura monumental.

Ao menos, há 6 mil anos, as ruínas eram terras emersas, ligadas ao continente. É possível que a elevação do nível dos mares ao longo de eras fez submergir territórios como os da costa de Yonaguni. 


Há especulações sobre a "identidade" da civilização sepultada naquelas águas. Muitos falam em Atlântida mas, se parte de uma "civilização perdida" repousa no leito daquele mar, então o mais certo é que, devido a sua localização, seja a Lemúria ou Mu, ainda mais antiga, chamada pelos esotéricos de civilização da Terceira Raça.

* Texto revisto e atualizado. 
Publicação original: Lyigia Cabus, 2007

SOURCES
JOHNSTON, Eric. Is the lost continent of Mu in Okinawa?
JAPAN TIME, July 19, 2000
https://web.archive.org/web/20050225091430/http://www.japantimes.co.jp/cgi-bin/getarticle.pl5?nn20000719b4.htm
MORIEN INSTITUTE
The mysterious underwater pyramid structure at Yonaguni
https://web.archive.org/web/20070304130642/http://www.morien-institute.org/yonaguni.html
FIRST EDITION, Feb 2, 2002
https://web.archive.org/web/20070302135333/http://www.sofadasala.com/noticia/yonaguni00.htm

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

🌊🌊🌊 LEMÚRIA: DILÚVIOS, TERREMOTOS E UM MUNDO PERDIDO

por Ernesto Ribeiro e Lygia Cabus

Mapa com suposta localização da Lemúria e Atlântida

No meio de investigações sobre Culturas e Sociedades são frequentes os registros de civilizações antigas (algumas pré-Históricas) avançadíssimas, que construíram pirâmides e artefatos científicos aparentemente elétricos e teriam até contatos com discos voadores.

O testemunho destes contatos poderia ser visto hoje nos numerosos monumentos inexplicáveis encontrados em todo o mundo, como em Portugal, onde quatro menires sustentando um disco mostram uma disposição perfeita para dar a impressão de estar voando. 

Estes círculos de pedra, dos quais o mais famoso é o de Stonehenge (Inglaterra), possuem uma arquitetura e engenharia invariavelmente condicionada a uma relação com o mapa celeste do local.

A Lemúria (também chamada continente MU) é citada no prefácio do Livro da Epopéia de Gilgamesh, a narrativa mais antiga da História Ocidental. 

Escrito cerca de 5 mil e 500 anos pelos sumérios, a primeira civilização [ocidental], conhecida a inventar a escrita, o Gilgamesh faz referências a um Grande Dilúvio remontando 10 mil anos atrás, no final da última Era do Gelo que alcançou todo o planeta. 

Neste evento, teria perecido o que restava de uma humanidade lemuriana. Dizem as lendas que os sumérios foram os últimos descendentes da Lemúria. 

Aqueles, "a terceira raça", os lemurianos, eram uma espécie de humanos completamente diferente dos atuais homo sapiens e diferente da suposta sequência evolutiva darwiniana dos tipos humanos (como Pitecantropus, Neanderthal etc.).

É provável que os mediterrâneos [como os gregos] tenham confundido a Lemúria com a Atlântida, pois o Oceano Pacífico não fazia parte do mundo conhecido deles; o Pacífico fica do outro lado da Terra, enquanto o Atlântico fica logo ali. 

Platão, um dos mais conhecidos filósofos do ocidente que fala da Atlântida, teria associado o continente perdido à destruição da avançadíssima sociedade matriarcal Minóica na Ilha de Creta, devastada por um vulcão e um maremoto. Essa, portanto, teria sido uma catástrofe local, não mundial.


IMAGE: Roteiro/Script: Steve Gerber 
(às vezes creditado como Stephen Ross Gerber)
Plot e Desenhos (Pencils/Layouts): Howard Chaykin
Arte-final (Inks): Joe Sinnott
Letras (Letters): John Costanza
Editor: Roy Thomas
Publicação: Marvel Comics, 
Sub-Mariner vol. 1 #63 (julho de 1973) IN

Alguns dizem que a catástrofe da Lemúria foi planetária. Teria corrido há 9 mil anos, decorrente do maior choque da História entre placas tectônicas, que romperam a base da grande ilha ou continente que dominava a geografia de terras emersas naquela época. É possível que ninguém tenha sobrevivido.


Em seu auge, os lemurianos teriam se expandido em colônias e feito contato com outras culturas em todo o mundo. É possível que tenham coexistido com outra raça emergente bem como, com espécimes geneticamente degenerados: quimeras. 

A lenda diz que os lemurianos eram super-humanos com 3 metros de altura [gigantes]. Alguns eram alados: "homens-pássaros". Foram amaldiçoados pelos deuses porque "sabiam demais". 

A Lemúria é um "mundo perdido". Não poderia ser de outra forma sendo uma Humanidade tão antiga. O tempo apaga tudo, borrando lentamente a precisão das "histórias".

Seja qual for a "civilização, parece que sua existência está submetida a um ciclo inevitável, rumo a sua própria extinção, segundo concepções tão diversas quanto as de Darwin e as dos teósofos: todas as Humanidades, e estamos na quinta de um ciclo de sete (segundo teósofos), são destruídas por Hybris, em grego: o pecado da ambição de ser divino. 

Existe um tipo de descompasso, uma assincronia fatal entre entre os processos evolutivos que contemplam as inclinações da matéria em prejuízo a uma evolução que alcance, igualmente, o espírito. 

O resultado é poder bruto em excesso em mãos de criaturas espiritualmente fracas, escravas de desejos puramente carnais. 

A consequência é sempre a mesma: nos mitos e na história recente: decadência, abuso, perversão, corrupção, bestialidade, barbárie, desequilíbrio, colapso, queda.

FONTES
BLAVATSKY, H.P.. A doutrina secreta, vol. III.
Antropogênese. Pensamento: São Paulo, 2006
https://web.archive.org/web/20180818042200/http://www.crystalinks.com/lemuria.html
https://web.archive.org/web/20180818042200/http://www.dominiosfantasticos.hpg.ig.com.br/id128.htm
http://www.marvunapp.com/Appendix2/greatcataclysm.htm

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

🙊🙈🙉 O BABUÍNO DE MADAME BLAVATSKY: ANTROPOGÊNESE TEOSÓFICA

VOCÊ SABIA?
MADAME BLAVATSKY REJEITOU
https://realidadefantastica.substack.com/p/antropogenese?s=w



https://realidadefantastica.substack.com/p/antropogenese?s=w

Em sua obra A Doutrina secreta, Helena Petrovna Blavatsky", chamada Madame Blavatsky, fundadora da Teosofia, uma linha abrangente e original de pensamento sobre a origem do universo e Humanidade, rejeitava a teoria da Evolução de Charles Darwin.

Um dos manifestos dessa rejeição é um objeto histórico: o babuíno empalhado de Madame Blavatsky, uma crítica satírica e um emblema do seu antagonismo ao evolucionismo darwinista, materialista.

Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, mantinha o babuíno em seu apartamento em Nova York na década de 1870, com uma aparência peculiar: ele usava colarinho, casaca, óculos e segurava debaixo do braço uma de livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin.
O babuíno de Madame Blavatsky ridicularizava a ciência materialista: para Blavatsky e seus seguidores, o babuíno representava a "loucura da Ciência" em oposição à "Sabedoria da Religião" (ou Sabedoria Antiga).

Era uma piada visual, que zombava da ideia de que a humanidade descendia dos macacos unicamente por processos físicos e mecânicos.

Em Antropogênese, Blavatsky reconhece a evolução física até certo ponto mas, argumenta que a verdadeira evolução humana é um processo triplo — espiritual, mental e físico — e que o homem (ou "Mônada divina") é, na verdade, anterior aos grandes macacos e deu origem a algumas espécies de antropoides.
Ou seja, a teosofia é um sistema de entendimento da realidade no qual o homem dá origem ao macaco em uma época remota. Porém, não se trata do 'homo sapiens atual mas, o homem de uma humanidade, hoje, extinta. Mais especificamente, a terceira Raça Humana, os Lemurianos.


FONTE
BLAVATSKY, Helena Petrovna. 
A Doutrina secreta, vol III.
Antropogênese.
São Paulo: Pensamento, 2006

sábado, 27 de dezembro de 2025

🐴 🔥 2026. O ANO DO CAVALO VERMELHO: EM CHAMAS


O Dia de Ano Novo Lunar cairá em 17 de fevereiro, marcando o fim do Ano da Cobra de Madeira, considerado um ano de subjugação das massas e o início do Ano do Cavalo de Fogo, um agente de força bruta que acelera os acontecimentos e expõe  as ambições desenfreadas em todos os espectros da vida pública. 

Essa combinação específica ocorre apenas uma vez a cada 60 anos e é caracterizada por uma energia intensa, dinâmica e transformadora.

Diferente do horóscopo ocidental (baseado nos meses), o chinês é baseado em anos. Existem 12 animais (Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco) que se combinam com 5 elementos (Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água).

Uma combinação específica, como o Cavalo de Fogo, só acontece a cada 60 anos. A última vez foi em 1966 e a próxima, é agora: 2026.

A última vez que o Cavalo de Fogo governou o mundo foi em 1966.  

Naquele ano ocorreram os seguintes fatos marcantes na história da civilização:

O auge da Revolução Cultural Chinesa (uma purgação interna violenta).

A escalada dramática da Guerra do Vietnã.

O início das rupturas sociais que culminariam em 1968.

Os Beatles lançaram o álbum Revolver, a Guiana e o Botsuana conquistaram a independência.

Em 1966, ocorreram eventos políticos importantes no Brasil, como a promulgação do Ato Institucional nº 4 (AI-4), que convocou o Congresso para discutir nova Constituição, e a eleição indireta de Costa e Silva como presidente. Naquele ano foi criado o FGTS.

O Cavalo de Fogo não aceita o status quo. Ele rompe as cercas. Em 2026, pode-se esperar que as instituições que suportaram inúmeras pressões populares, em 2024 e 2025, finalmente cedam ou se transformem radicalmente.

HÁ 120 ANOS ATRÁS: EM 1906
Os fatos mais destacados no mundo em 1906 foram:  

Desastres Naturais e Industriais


Terremoto e Incêndio em São Francisco: Em 18 de abril, um grande terremoto (magnitude estimada em 7.8 a 7.9) atingiu a costa da Califórnia, seguido por incêndios incontroláveis que devastaram mais de 80% da cidade. 

Estima-se que mais de 3.000 pessoas morreram e 250.000 ficaram desabrigadas, tornando-o um dos desastres naturais mais mortais da história dos EUA.

Desastre na Mina de Courrières: Em 10 de março, uma explosão de gás numa mina de carvão em Courrières, na França, matou mais de 1.000 mineiros, sendo uma das piores tragédias industriais da Europa.

Terremoto de Valparaíso: Em 16 de agosto, um forte terremoto e um incêndio subsequente destruíram grande parte de Valparaíso, no Chile, matando milhares de pessoas.

Tufão de Hong Kong: Em 18 de setembro, um tufão atingiu Hong Kong, causando uma grande perda de vidas. 

Política e Legislação

Sufrágio Feminino na Finlândia: O país tornou-se a primeira nação europeia a conceder o direito de voto pleno às mulheres e o direito de se candidatarem.

Pure Food and Drug Act e Meat Inspection Act (EUA): Em 30 de junho, o Congresso dos EUA aprovou estas leis federais que estabeleceram padrões de segurança e rotulagem para alimentos e medicamentos. 

Essa legislação foi apresentada como um marco na proteção ao consumidor mas, hoje, constata-se que, o resultado prático, foi o controle governamental sobre a produção e distribuição de alimentos no modelo atual.

Conferência de Algeciras: Realizada entre janeiro e abril, a conferência resolveu a Primeira Crise do Marrocos, na qual potências europeias (França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, etc.) discutiram o controle do Marrocos, prevenindo um conflito maior na época.

Revolução Constitucional Persa: Uma coalizão nacionalista forçou o Xá a conceder uma constituição e estabelecer uma assembleia nacional (Majlis) no Irã.

Rebelião de Bambatha: Na colônia britânica de Natal (atual África do Sul), a resistência Zulu contra as forças coloniais foi brutalmente reprimida.

Reforma na Rússia: A primeira Duma (parlamento democraticamente eleito) foi aberta em maio, mas logo dissolvida pelo Czar Nicolau II, que reprimiu a dissidência. 

Ciência e Tecnologia

Lançamento do HMS Dreadnought: A Marinha Real Britânica lançou este navio de guerra revolucionário em fevereiro, que, com seu design "all-big-gun" e propulsão a turbina, tornou todos os outros navios de guerra obsoletos, intensificando a corrida naval com a Alemanha.

Primeira transmissão de rádio conhecida: Reginald Fessenden fez a primeira transmissão de rádio conhecida nos EUA em 24 de dezembro, incluindo música de Natal e uma leitura da Bíblia.

Telegrafia de Imagens: Em 17 de outubro, foi enviada a primeira fotografia via telégrafo.

Voo do 14-Bis: Em 23 de outubro, o brasileiro Alberto Santos-Dumont realizou em Paris o primeiro voo homologado de um aparelho mais pesado que o ar, percorrendo 60 metros.

Primeira Transmissão de Rádio: Reginald Fessenden realizou a primeira transmissão de áudio (música e voz) via rádio na véspera de Natal, nos Estados Unidos.

NO BRASIL

Congresso Operário Brasileiro: Em abril, ocorreu a sessão final do 1º Congresso Operário, um marco na organização dos trabalhadores no país.

Convênio de Taubaté: Acordo entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para a valorização do café através da compra de excedentes pelo governo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

🧙‍♀️😈🎸 PACTO COM O DIABO: BERKELEY SONG

BERKELEY... A woman, a witch, a pact, a price. The bill will arrive


For the composition of this videoclip FANTASTICA RELITY/BRAZIL WEIRD NEWS produced prompts for 249 files: images and vídeos, 2 music lyrics and 18 versions of music theme. Devisex; The alleys of web includion meta.ai, Bing Creator and Veo free.


A woman, a witch, a pact, a rite a price. 
The bill arrives, honey. #FAFO #BRAZIL
🧙‍♀️😈 
PACTO COM O DIABO: O CASO DA BRUXA DE BERKELEY
DEVIL PACT: BERKELEY'S WITCH CASE
https://sofadasala-noticias.blogspot.com/2025/12/DEVILPACTBERKELEY.htm

🎸✍🎤🔥📚💥 BERKELEY SONG
Lyrics, human prompts, screenplay, video editions: A. Faraj
#realidadefantastica
A woman, a witch, 
a pact, a price. 
You can make your tricks
The bill will arrive

[verse]
She was a witch
in Ber... keley
all people knew, but
MONEY BUYS "THE VIEW" 

[bridge]
Many knocked
on the witch's door
to get some power
to be much more

[Chorus]
She was a witch
with devil ties
She wrote her name
on bloody lines

Yeah, the time gone
the day arrives
the devil came
and take his price

[Chorus]
She was a witch
with devil ties
She wrote her name
on  bloody lines

domingo, 14 de dezembro de 2025

🧙‍♀️😈 ✍ PACTO COM O DIABO: O CASO DA BRUXA DE BERKELEY

Era uma vez... uma bruxa. Alguns dizem que é apenas uma lenda, apenas uma antiga crônica medieval. Outros afirmam que ela foi real, e sua história extraordinária de fato aconteceu. 


BERKELEY... A woman, a witch, a pact, a price. The bill arrives, honey.
🎸✍🎤🔥📚💥 ROCK'N'WITCH
LAST GENERATION AI BAND
Original human Lyyrics, prompts, screenplay, edition director: Adrian Faraj/Realidade Fantástica
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ligiacabus/
FACEBOOK: https://www.facebook.com/sofadasalanews/
X https://x.com/BRAZILWEIRDNEWS


A história da bruxa de Berkeley foi registrada pelo monge e historiador inglês. William of Malmesbury [1095-1143], no século XII.

"Tenho certeza de que nenhum dos meus ouvintes duvidará da história, embora talvez até fiquem curiosos sobre ela. Ouvi falar desses eventos por um homem distinto que jurou ter visto com seus próprios olhos, e terei vergonha de não acreditar nele..." 

Escreveu Guilherme de Malmesbury ou, (William of Malmesbury) em "The Deeds of the Kings of England" (Os feitos dos reis da Inglaterra/De Gestis Regum Anglorum/Sobre os feitos dos reis ingleses) nos anos mil e cem.

Essa mulher vivia em Berkeley, uma vila pitoresca no condado de Gloucestershire, na Inglaterra.
Naquele tempo, Berkeley era um clássico burgo medieval. Tinha um pequeno porto fluvial onde pequenos barcos navegavam o rio Sévern carregando mercadorias para Bristol ou Gloucester

Não é uma grande cidade, mas é um centro local: tem o mercado semanal, as feiras, onde se vende e compram a lã, o sal, as ervas, as frutas, tecidos, ferragens, ferramentas e informações.

Pouco se sabe sobre sua vida cotidiana, mas os registros de sua morte revelam pistas intrigantes. Seu funeral demandou esforços, materiais e preparações que apontam para o perfil de uma mulher de boas condições financeiras – viúva, com filhos influentes.

Uma família católica: sua filha era freira em um convento próximo e, um de seus filhos, era monge, em uma abadia. 

Em pleno século XI, por volta do ano 1065 – havia instabilidade política na Inglaterra. Reis saxões lutavam contra invasores normandos

Ter filhos na Igreja significava, no mínimo, uma certa influência social e recursos. Sim. Dinheiro. Ela tinha dinheiro. E multiplicou muitas vezes a herança módica do marido comerciante vendendo seus, muito especiais, serviços de feitiçaria.

Ninguém se lembra do nome dela. Poderia ser Eleanor ou Rosamund, isso não foi registrado: mas, ela foi e é bruxa de Berkeley, uma certa mulher conhecedora dos augúrios, dos oráculos, das cartas, dos filtros mágicos, da exótica arte de prever o futuro observando o voo dos pássaros. A mulher, que para alcançar riqueza e poder, fez um pacto com o próprio capiroto, ele mesmo, Satanás. 

Uma vez aliançada ao Canhoto, sua fome de poder foi além do dinheiro. Entregou-se a todo tipo de prazeres mundanos incluindo glutonaria e luxúria desenfreada por que tudo isso agradava a seu mestre, o demônio. 

Por anos, viveu uma vida dupla: respeitada na comunidade, em segredo, praticava o extremo da maldade. Vivia bem. Destruiu inúmeras vidas e jamais foi descoberta. 

Mas, o dia chegou. Ela viveu chafurdando em seus crimes até a velhice. Um dia, um corvo mensageiro trouxe notícias funestas. Um de seus filhos morrera em um acidente distante e sua própria morte se aproximava. Era chegada a hora de cumprir sua parte no contrato, cumprir o pacto, pagar o preço, sua alma.

Aterrorizada, ela confessou seus pecados aos filhos restantes e implorou proteção. Na tentativa de escapar das garras do cramunhão, ela deu instruções minuciosas. 

"Costurem meu corpo em uma pele de veado, coloquem-no em um sarcófago de pedra. Reforcem a tampa com ferro e chumbo e prendam tudo com três pesadas correntes de ferro.

Rezem, rezem 50 salmos por três dias e três noites, celebrem a missa todos os dias para diminuir os ataques ferozes dos meus inimigos. E só então me enterrem na igreja. Embora tão graves sejam meus pecados que temo que a própria Terra rejeite meu cadáver."

Seus filhos restantes, um filho monge e uma filha freira, obedeceram a todas as regras, mas o diabo não perdoa dívidas e não se deixa enganar por artifícios materiais ou piedade tardia.
IMAGEM
John R. Neill (1877–1943)

Durante a vigília, coros de clérigos cantaram hinos ao redor de seu corpo. No entanto, demônios atacaram as portas da igreja, que haviam sido trancadas com uma barra de ferro.

Nas primeiras noites, demônios rugiram do lado de fora da igreja, mas as correntes resistiram. As portas tremeram, mas ainda prevaleceram.

A estrutura do prédio foi abalada, as janelas vibraram. Lá fora, o grande Satã comandava sua horda sombria montada em seu cavalo negro. Cães infernais rondavam o templo, latindo ferozmente, rugindo famintos.

Apesar de tudo, a parte central da porta, de construção mais elaborada, permaneceu firme. Os religiosos intensificaram seus esforços.

Ao final da terceira noite, ao amanhecer, quando o primeiro galo cantou, o próprio inimigo, invocando as poderosas forças do inferno, rompeu todas as barreiras.

Vitrais explodiram, a porta se abriu com enorme violência. O pânico tomou conta do lugar. Padres e freiras correram, desmaiaram e se jogaram ao chão em fervorosas orações por socorro.

Então, entre os gritos apavorantes e apavorados de entes infernais e religiosos desesperados, um demônio colossal apareceu, cavalgando um enorme cavalo negro sobrenatural, que tinha uma rede de longas e afiadas pontas de ferro nas costas.
Satanás quebrou as correntes como se fossem palha, chutou a tampa do caixão e, arrastando a mulher pelos cabelos, prendeu-a à sua garupa e galopou para longe, seguido por uma legião de cães infernais e uma legião de sombras monstruosas.

A Bruxa de Berkeley, foi levada para o inferno, de corpo e alma.

A horda de condenados galopou para o abismo e seus gritos ecoaram por quilômetros.

Assim termina a história da Bruxa de Berkeley, um aviso medieval sobre os perigos do pacto com o mal, onde nem correntes de ferro nem preces podem salvar uma alma condenada.


Arrependei-vos e penitenciai-vos. 
Chorem, filhos de Adão. 
A humanidade falhou. De novo. 
O tempo está próximo.

FONTES
HAINING, Peter. Magia negra e feitiçaria.
[Trad. Geraldo Galvão Ferraz]
São Paulo: Melhoramentos, 1975
LINTON, Elizabeth Lynn. Witch Stories
Chatto and Windus, 1883
https://www.google.com.br/books/edition/Witch_Stories/Q8E0AAAAMAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0
HAINING, Peter. Magia negra e feitiçaria.
[Trad. Geraldo Galvão Ferraz]
São Paulo: Melhoramentos, 1975
MALMESBURY, William of.  De Gestis Regum Anglorum
https://dn720003.ca.archive.org/0/items/malmesbury-gesta-regum-anglorum-vol-1/Malmesbury%20Gesta%20Regum%20Anglorum%20vol%201.pdf
Occult sciences: Witchcraft 
Ministry Of Culture. Hamlyn, London,1971
https://dn721504.ca.archive.org/0/items/dli.ministry.24692/ignca-s9714-rb.pdf