quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

🌊🌊🌊 LEMÚRIA: DILÚVIOS, TERREMOTOS E UM MUNDO PERDIDO

por Ernesto Ribeiro e Lygia Cabus

Mapa com suposta localização da Lemúria e Atlântida

No meio de investigações sobre Culturas e Sociedades são frequentes os registros de civilizações antigas (algumas pré-Históricas) avançadíssimas, que construíram pirâmides e artefatos científicos aparentemente elétricos e teriam até contatos com discos voadores.

O testemunho destes contatos poderia ser visto hoje nos numerosos monumentos inexplicáveis encontrados em todo o mundo, como em Portugal, onde quatro menires sustentando um disco mostram uma disposição perfeita para dar a impressão de estar voando. 

Estes círculos de pedra, dos quais o mais famoso é o de Stonehenge (Inglaterra), possuem uma arquitetura e engenharia invariavelmente condicionada a uma relação com o mapa celeste do local.

A Lemúria (também chamada continente MU) é citada no prefácio do Livro da Epopéia de Gilgamesh, a narrativa mais antiga da História Ocidental. 

Escrito cerca de 5 mil e 500 anos pelos sumérios, a primeira civilização [ocidental], conhecida a inventar a escrita, o Gilgamesh faz referências a um Grande Dilúvio remontando 10 mil anos atrás, no final da última Era do Gelo que alcançou todo o planeta. 

Neste evento, teria perecido o que restava de uma humanidade lemuriana. Dizem as lendas que os sumérios foram os últimos descendentes da Lemúria. 

Aqueles, "a terceira raça", os lemurianos, eram uma espécie de humanos completamente diferente dos atuais homo sapiens e diferente da suposta sequência evolutiva darwiniana dos tipos humanos (como Pitecantropus, Neanderthal etc.).

É provável que os mediterrâneos [como os gregos] tenham confundido a Lemúria com a Atlântida, pois o Oceano Pacífico não fazia parte do mundo conhecido deles; o Pacífico fica do outro lado da Terra, enquanto o Atlântico fica logo ali. 

Platão, um dos mais conhecidos filósofos do ocidente que fala da Atlântida, teria associado o continente perdido à destruição da avançadíssima sociedade matriarcal Minóica na Ilha de Creta, devastada por um vulcão e um maremoto. Essa, portanto, teria sido uma catástrofe local, não mundial.


Alguns dizem que a catástrofe da Lemúria foi planetária. Teria corrido há 9 mil anos, decorrente do maior choque da História entre placas tectônicas, que romperam a base da grande ilha ou continente que dominava a geografia de terras emersas naquela época. É possível que ninguém tenha sobrevivido.


Em seu auge, os lemurianos teriam se expandido em colônias e feito contato com outras culturas em todo o mundo. É possível que tenham coexistido com outra raça emergente bem como, com espécimes geneticamente degenerados: quimeras. 

A lenda diz que os lemurianos eram super-humanos com 3 metros de altura [gigantes]. Alguns eram alados: "homens-pássaros". Foram amaldiçoados pelos deuses porque "sabiam demais". 

A Lemúria é um "mundo perdido". Não poderia ser de outra forma sendo uma Humanidade tão antiga. O tempo apaga tudo, borrando lentamente a precisão das "histórias".

Seja qual for a "civilização, parece que sua existência está submetida a um ciclo inevitável, rumo a sua própria extinção, segundo concepções tão diversas quanto as de Darwin e as dos teósofos: todas as Humanidades, e estamos na quinta de um ciclo de sete (segundo teósofos), são destruídas por Hybris, em grego: o pecado da ambição de ser divino. 

Existe um tipo de descompasso, uma assincronia fatal entre entre os processos evolutivos que contemplam as inclinações da matéria em prejuízo a uma evolução que alcance, igualmente, o espírito. 

O resultado é poder bruto em excesso em mãos de criaturas espiritualmente fracas, escravas de desejos puramente carnais. 

A consequência é sempre a mesma: nos mitos e na história recente: decadência, abuso, perversão, corrupção, bestialidade, barbárie, desequilíbrio, colapso, queda.

FONTES
BLAVATSKY, H.P.. A doutrina secreta, vol. III.
Antropogênese. Pensamento: São Paulo, 2006
https://web.archive.org/web/20180818042200/http://www.crystalinks.com/lemuria.html
https://web.archive.org/web/20180818042200/http://www.dominiosfantasticos.hpg.ig.com.br/id128.htm
https://web.archive.org/web/20180818042200/http://www.marvunapp.com/Appendix2/greatcataclysm.htm

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