sexta-feira, 29 de março de 2013

Os Encaixotados de Toquio



JAPÃO. Tokio é a cidade mais populosa do mundo. Com mais de 36 milhões de habitantes, sua densidade demográfica é muito alta. O Japão não tem Espaço.
 
Há muito que os Tokiotas (habitantes de Toquio) vivem em apartamentos minúsculos. Os hoteis colmeia com o aposentos-casulo já existiam para um momento de relax durante o dia ou uma estadia em trânsito, à trabalho...
 
Os japoneses sabem como poucos ser realmente frugais quando é necessário. Adaptam-se a viver solicitando o mínimo de manutenção para economizar cada níquel possível; economizando até o próprio psiquismo ansioso por  um pouco mais de

Espaço; nada é demais pelo privilégio de trabalhar em Toquio. Agora, surgem os hotéis armários, mesmo. Na verdade, pouco mais que caixões empilhados servindo estritamente ao interesse de dormir seguro e em sossegado em uma atitude higiênica de respeitar as necessidades do metabolismo da machine, a máquina humana.  



Casulos ou caixões, todos são pouco mais que buracos, mas o hotel ou prédio residencial, o aposento-moradia-cápsula é uma visão bizarra do futuro nas grandes cidades, metrópoles.  É quase a realização de uma daquelas profecias lieterárias, como nos livros de Julio Verne.


A diferença entre os casulos e os caixões, além do preço, mais alto nas colméias, são poucos centímetros a mais, uma certa sofisticação no ambiente, o suficiente para pequenos luxos de uma infreaestrura particular que pode chegar ao casulo-suite, ou seja, com banheiro.

E o preço de locação nesses armários, de 600 euros - cerca de 1500,00 reais, ilustra claramente como é raro (e deve ser especialmente desejável para multidões), um espaço particular, uma simples toca em Toquio. 


Por seiscentos euros o cidadão pode alugar um "estacionamento coberto" para o corpo. Esses aposentos são chamados geki-sema, com 2 metros e meio quadrados onde, além de dormir, durante o dia ali ficam guardados os objetos pessoais e poucos luxos do ocupante. 

São providos de pontos de luz e pode-se usar um laptop ou uma TV portátil do tamanho de uma folha de papel ofício (logo, a TV/PC terá a textura e a bidimensionalidade de um papel, realmente).

Não há janelas no recipiente... ops, no geki-sema. Janela? Para quê? Se o Tokiota quer paisagem olha uma tela, compra um livro cheio de fotografias, bota um som de floresta, deite, fecae os olhos e... imagina. Imaginar não custa nada ou seja, é um gasto a menos... 

O banheiro é coletivo. Uma maçada! (um aborrecimento, incômodo)... Mas nada que disciplina educação, impassibilidade e antisséptico para... as mãos.... não possa contornar.

Adaptado ao caixão, o Tokiota pode sonhar de verdade com uma possibilidade de conseguir juntar rápido toda a grana necessária para sair de vez do caixão... Mas até lá, a gaveta no arranha-céu ainda é a melhor opção. 

Porque os caixões estão localizados no centro econômico da cidade, próximos aos  locais trabalho mais cobiçados, dos pontos de lazer, da tentação perigosa no fascínio confortável dos shopping centers e... em Toquio, economizar no transporte, é fundamental. 

A passagem em um transporte coletivo, público, custa o equivalente a um quilo de caviar no Natal. Mas os Tokianos têm sorte. Em pior situação encontram-se....  os Enjaulados de Hong Kong.


LINK RELACIONADO
[http://sofadasala-noticias.blogspot.com.br/2010/05/os-engaiolados-de-hong-kong.html]



CHINA — Hong-Kong é uma cidade vibrante, cheia de vida... cheia até demais... Ali os mais pobres e deserdados da sociedade experimentam uma condição de vida atroz. Os cortiços de Hong-Kong são calabouços do inferno. 

Em apartamentos de pouco mais de 100 m² — 18, 20 estranhos dividem o espaço dispondo de apenas um banheiro. ... A medida da privacidade é estabelecida por gaiolas de até três patamares dispostas em um salão ou nos cômodos de um apartamento.


FONTE: Pagan 600 € al mes por vivir en un armario.
20 MINUTOS/Es, publicado em 03/0/2013.
[http://blogs.20minutos.es/becario/2013/03/08/pagan-600-euros-al-mes-por-vivir-en-un-armario/]

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