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sábado, 11 de julho de 2026

✖ 👀 ✖ ATLANTES, SUÁSTICA & O SEGREDO DOS ÁRIAS

Traduções, adaptação e texto: Lygia Cabus
Edição original: April 12, 2012

A "raça branca" ou - melhor dizendo - a etnia dos povos brancos primitivos, de forma deliberada, eliminou de sua cultura, sua religião ancestral - adaptando-se às crenças hindus em uma remota época de migração situada em torno do Terceiro Milênio a.C.. A religião ariana original foi praticada na Europa pré-histórica milênios antes do advento do Cristianismo.

Como resultado, os arianos do mundo perderam seu caminho espiritual e, nesse processo, perdeu-se também a origem e o verdadeiro significado de um dos seus símbolos mais significativos, hoje maldito, pelo uso que dele foi feito pelos senhores da Guerra nazistas. Um símbolo que foi banido da cultura ocidental: a Cruz Suástica.

A Suástica, em um antigo disco de ouro da Grécia datado do século 8 a.C.. Otagon Museum.

O hinduísmo dos Mestres sacerdotes brâmanes não nasceu na Índia. Seus elevados conceitos espirituais, como a eternidade da alma (ou vida eterna), reencarnação, carma, o Terceiro Olho, a busca do estado (de ser e estar) em Nirvana, as práticas esotéricas do Ioga são uma tradição cuja origem européia perdeu-se.

O que hoje são consideradas idéias e práticas orientais, teriam, de fato, nascido muito mais ao norte e oeste do território indiano. Esse é um fato constatado ao longo de exaustivos estudos históricos, antropológicos, arqueológicos e lingüísticos. 

Curiosamente, a partir da segunda metade do século XIX (anos 1800), os europeus vêm aderindo (ou retomando) essas tradições cada vez mais intensamente.

A INVASÃO ARIANA NA ÍNDIA
As hordas de migrantes arianos, formadas por diferentes nações, em direção ao Planalto Iraniano e à Índia, em seu movimento iniciado há mais de 5 mil anos, começando pela linha azul, partindo do oeste europeu até alcançar o norte da Índia.

OS ARIANOS

A ideologia nazista fez mais de um desserviço á humanidade. Um deles foi difundir à idéia historicamente e antropologicamente errada de que existe uma Raça Ariana com características físicas extremamente específicas: pessoas loiras, altas, de olhos azuis; e  ̶  pior, de esta é uma raça de seres humanos superiores, seja intelectualmente, espiritualmente ou biologicamente, geneticamente de modo geral - a todos aqueles que não apresentem esses traços.

É uma idéia equivocada. Um erro acadêmico mesmo. O termo "ariano" tem, muitos significados que foram sendo agregados à palavra ao longo de milênios. Para os indianos nativos, é popularmente entendido como pessoa branca. Refere-se aos povos brancos antigos que deixaram a Europa Ocidental rumo ao Oriente.

Entre os próprios arianos, tornou-se sinônimo de nobre. Em sua interpretação latina, é explicado como relativo à uma região, associado a termos gregos e relacionado à antiga Pérsia, atual Iran. Porém, estudos indicam que a origem do vocábulo é mais recuada no tempo e pertence a uma língua a arcaica: o sânscrito.

A palavra ariano tem origem no latim ariānus (ariāna, ariānum), referindo-se à região da Ária. 

Esta região, designada por Arīa ou Ariāna em latim, corresponderia à parte ocidental da Pérsia ou da Ásia, e deve o seu nome à adaptação dos termos gregos Areía ou Aría que, por sua vez, remontam aos radicais persas ariya - ou ao avéstico airya - que se referem a povos invasores e dominantes que mantinham, contudo, solidariedade étnica em relação aos povos dominados, considerados "bárbaros".

A forma Aryāna, do Persa Antigo aparece depois em avéstico como Æryānam Väejāh ("Território dos arianos"); em Persa médio como Ērān, e no Persa Moderno como Īrān, que deu origem, em português, a Irão ou Irã. De modo semelhante, a Índia setentrional já foi designada em tempos antigos pelo vocábulo composto (tatpurusa) Aryavarta "Arya-residência". (WIKIPEDIA)
 
Ou seja, o ariano era o estrangeiro em relação aos povos nativos do extremo-leste europeu e Índia. Evidentemente, esse significado implica o fato de que os povos nativos deste extremo leste europeu e, especialmente, mais ao oriente, os indianos, possuíam um tom de pele mais escuro. Esse povo, a etnia mais antiga do Índia, eram os chamado Drávidas.

Os DRÁVIDAS eram morenos, tal como são ainda hoje. Um tipo físico que se preservou da miscigenação indiscriminada em virtude do rígido sistema de social de divisão da população em castas, sistema esse, imposto pelos invasores arianos com fundamento em argumentação religiosa relacionada à uma maliciosa interpretação da Lei do Carma.

Esse ensinamento religioso foi introduzido na Índia pelos migrantes brancos unicamente, que dele fizeram um dogma, como uma verdade antropogênica revelada, para assegurar sua supremacia política e econômica na região.

Os arianos impuseram-se, é verdade, inicialmente, pela força das armas e - em um segundo momento, porque tinham vantagem em termos de conhecimentos técnicos e científicos importantes para o desenvolvimento de uma civilização mais avançada, fosse na esfera da produção de alimentos, do pastoreio, metalurgia e mesmo na religião etc..

Isso, porém, não significa que fossem geneticamente superiores; antes, pela força da necessidade, posto que não migraram sem motivo mas, por pressão das exigências do ambiente inóspito de onde vieram, (tais como: o frio extremo e um território agitado por violentos conflitos tribais)  ̶  esses povos desenvolveram  "artes", técnicas, habilidades outras desconhecidas dos nativos indianos.

SÂNSCRITO, LÍNGUA-MÃE DA EUROPA

Uma das mais evidentes provas acadêmicas, em termos de comprovação histórica, da antiguidade da Invasão Ariana no território que hoje é a Índia foi apresentada pelo filólogo inglês Sir William Jones (1746-1794) que identificou, pela primeira vez as semelhanças entre a língua indiana, hoje - considerada uma "língua morta", o Sânscrito - e as mais modernas línguas faladas na Europa incluindo o latim, o grego, o germânico, o celta, as línguas eslavas e mesmo o inglês atual.

Estudos apurados mostraram que o Sânscrito era, de fato, a língua-mãe de todas aquelas outras que floresciam na Europa no período final da Antiguidade e na Idade Média. Hoje, estas línguas são chamadas de Indo-européias justamente por causa dessa origem oriental, o Sânscrito.

Também as línguas avesta (iraniano) e armênio são derivadas do Sâncrito. Na verdade, o Sânscrito percorreu um longo caminho, saindo da Europa, chegando ao subcontinente Indiano e retornando à Europa milênios depois em um movimento de migração reverso.
 
O termo ariano, muitas vezes explicado como uma palavra de origem latina, provém do Sâncrito-védico e da língua persa (o avestan) e foi utilizado com o significado de "nobre".

À medida em que se estabeleciam em territórios mais ao leste, as tribos européias migrantes chamaram seus novos domínios Aarya Varta ou "expansão ariana". Na Pérsia, essas terras conquistadas foram chamadas Airynem Vaejah, também com o significado de expansão ariana e, atualmente, o nome do país, Iran - é uma variante do vocábulo ariano.

No Ocidente, a descendência ariana da população iraniana é quase sempre ignorada, ofuscada pela presença árabe, muito posterior e pela adoção da religião islâmica, que substituiu e mesmo, proscreveu a religião tradicional daquela nação, o Zoroastrismo.

Herótodo, historiador grego do século V a.C., descrevendo os persas (iranianos), escreveu: 

Nos tempos antigos ... eles eram conhecidos como Arianos entre si e os seus vizinhos...

No século VI a.C., o famoso rei Dario, o Grande ̶ pai de Xerxes, em inscrições que mandou gravar em lugares como em Nassq-e-Rostam, Susa e Persépolis onde diz: 

Eu sou Dario, o Grande rei... Um persa, filho de um persa, um ariano, pertencente à  linhagem [ou raça] ariana.
A Bela de Loulan. Múmia datada entre 3000 e 4000 anos atrás. Uma mulher indo-européia com características arianas. A análise genética indica que era ruiva. Foi encontrada em Tien Shan, montanhas a noroeste da China (na Eurásia, portanto). Pertenceu a uma tribo proto-ariana ou, à nação chamada proto-celta.
Jovens de Mazandaran, norte do Iran. IN IRANDokht.

Atualmente, cerca de dois terços da população do Iran é descrita como "brancos", descendentes de antigas tribos arianas, provenientes da Europa e Eurásia que chegaram ao Iran.

Parte dessas nações, ali estabeleceram-se. Outros grupos, continuaram a jornada para a Índia e, ainda, outras tribos, ou permaneceram no leste Europeu na região dos Balcãs ou retornaram mais ao ocidente. Apenas um terço dos iranianos pertence a etnias turca e árabe.

O Xás da Pérsia, governantes que precederam a liderança dos atuais Aiatolás muçulmanos, tinham o título de Arya-Mehr, que significa Luz dos Arianos. 

Uma antiga tradição persa e que sobrevive no Iran da época atual ainda respeita o sistema de castas e boa parte da evita ou mesmo proíbe os casamentos inter-raciais ou seja, iranianos que identificam-se como arianos continuam praticando a lei de não promover ou não permitir uniões matrimoniais com não-arianos.
 
O filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1832) acreditava que a descoberta lingüística de W. Jones era...uma prova da migração... dos arianos antigos. O norueguês Christian Lassen, sanscritista (1800-1876) lembra que as castas mais nobres ou privilegiadas da Índia (como os brâmanes), mesmo na contemporaneidade, têm a pele mais clara.

O alemão, lexicógrafo Jacob Grimm (1785-1863), que compilou os antigos mitos arianos reunidos nos conhecidos Contos de Grimm (como A Bela Adormecida, Cinderela e Rapunzel, por exemplo) destaca que esses contos, têm suas respectivas e muito antigas versões indianas, um fato hoje plenamente conhecido por muitos estudiosos da mitologia dos chamados "contos de fadas" que, por muito tempo, acreditou-se, serem essencialmente típicos da Europa. (YUTANG, 1955)

No século XIX (anos de 1800), o filólogo e orientalista alemão Max Muller (1823-1900) escreveu:

As nações arianas do noroeste da Ásia e Europa [ao longo da história foram] as mais importantes [em termos culturais]... Elas aperfeiçoaram a sociedade e a moral... [Isso evidencia-se com o estudo de] ...sua literatura, arte, ciências, princípios de filosofia. estas nações arianas tornaram-se tornaram-se governantes da História e parece ser sua missão integrar todas as partes do mundo através dos princípios da Civilização.

Ainda no século XIX, os britânicos utilizaram essas idéias para justificar, politicamente [e moralmente] sua ocupação e domínio colonial na Índia que começou bem antes, em torno dos anos de 1600 e terminou em 1947.

Vários historiadores e outros acadêmicos localizaram a origem [mais antiga] dos arianos nas montanhas do Cáucaso, que são uma espécie de fronteira natural entre a Europa e a Ásia [de limitando uma região à qual denominaram Eurásia]. 

Foi a partir dessa idéia que o antropólogo alemão Johann Friedrich Blumenbach (1752-1840) passou a usar o termo caucasiano para se referir ao tipo humano hoje chamado de ariano.

O DILÚVIO ATLANTE

Alguns estudiosos rastrearam a trajetória dos arianos desde o leste do Cáucaso chegando até o Tibete, o lugar conhecido como "teto do Mundo", a cordilheira Himalaia.

De acordo com estes estudos formulou-se a teoria de que que estes povos foram refugiados Atlantes, sobreviventes do Dilúvio que destruiu a Civilização de Atlântida e encontraram segurança na migração nas altas montanhas tibetanas onde, mantiveram-se seguros por muitas gerações.

Essa idéia implica considerar os arianos como descendentes diretos do Atlantes, (a chamada Quarta Humanidade ou Quarta Raça Humana segundo o esoterismo teosófico). O filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), descrevendo o Tibete, escreveu:

...este [o Tibete] é país mais alto do mundo [geograficamente] e foi habitado antes de qualquer outro. Poderia até mesmo ter sido o local de [origem] toda a Criação [refere-se à Antropogênese] e de toda a ciência. A cultura dos indianos, como se sabe, veio do Tibete assim como, todas as nossas artes como a agricultura, a matemática,o jogo de xadrez etc., parecem ter vindo da Índia.

O austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo, estudioso de literatura, arquiteto, educador teósofo dissidente e fundador da Antroposofia, escreveu em Cosmic Memory: 

A maior parte da população atlante [sobrevivente] decaiu e hoje, somente uma pequena parte [da Humanidade] é descendente [direta, pura ou quase-pura] dos chamados arianos, que constituem, hoje em dia, a Humanidade civilizada.

Evidentemente, teorias como essa serviram de fundamento ideológico para a política racista e genocida da política, antropologia e sociologia Nazista e este é o motivo pelo qual a Cruz Suástica foi adotada como símbolo maior dos nacionalistas extremistas alemães que desencadearam a Segunda Guerra Mundial alegando, entre outros argumentos, sua superioridade biológica, natural ou racial sobre as etnias outras que habitam o planeta.

PIRÂMIDES

O filósofo grego Platão (século IV a.C.), autor de um dos mais antigos registros sobre os Atlantes da cultura Ocidental, em suas obras Timeu e Crítias, descreveu a Atlântida como um império sofisticado. Antediluviana, aquela civilização que se manteve dominante no mundo durante Eras, desapareceu quando seu último grande território [a ilha-continente Poseidonis], sede do império Atlante, submergiu no meio do oceano Atlântico em virtude de uma catástrofe geológica.

Platão afirma que os Atlantes [sobre os quais tomou conhecimento através de uma herança cultural de origem egípcia] - possuíam uma sabedoria e uma religião extremamente espiritualizada que lhes permitia "ver" sua divina e eterna alma, seu verdadeiro Eu Superior no corpo físico. Isso tornava os atlantes detentores de poderes, sentidos, percepções faculdades superiores [comparáveis ao poder dos deuses]. Segundo Platão:

Por muitas gerações... eles às leis e amaram o divino [o aspecto divino do ser e, por isso, assemelhavam-se a seres divinos]... Eles consideravam as qualidades de caráter muito mais importantes que a prosperidade material. 

Assim, conviviam com suas riquezas e posses com o ânimo leve e não deixavam o alto padrão de vida corrompe-los ou fazê-los perder o autocontrole... Mas quando a natureza divina, neles, enfraqueceu... os traços humanos tornaram-se predominantes e eles perderam a virtude da moderação.

Em Crítias, Platão conta que o fim da Atlântida tinha ocorrido há mais de nove mil anos antes de sua época [dele, Platão], quando uma série de desastres naturais afundou seu continente [sede do Império que localizava-se na saída do Mar Mediterrâneo].

Os sobreviventes, dispersaram-se dirigindo-se para diferentes partes do mundo, seguindo rotas marítimas e terrestres. 

Para lugares distantes levaram uma marca de sua religiosa e científica de sua civilização, as pirâmides. 

Hoje, muitos pesquisadores acreditam que as civilizações da Antiguidade, separadas no tempo e no espaço têm, nas pirâmides, a lembrança remota compartilhada de sua cultura-mãe, a herança Atlante.

SUÁSTICA
A rota de migração  da suástica, um processo que começou há 3 mil anos a.C.. Um fato histórico, portanto, de cinco mil anos segundo estudo da Yale University, 1898.

Mas, as pirâmides não são o único elemento cultural legado pelos misteriosos Atlantes. Um antigo símbolo, ainda mais antigo que a Civilização Atlante, atravessou mais que centenas de milênios e tendo sua origem recuada em milhões de anos, permaneceu sendo adotado por mais de uma Humanidade chegando ao século XX quando, finalmente, sua imagem caiu em desgraça, pela apropriação indevida que dele fizeram os Nazistas em sua desenfreada loucura ideológica que resultou na Segunda Guerra Mundial.

A Cruz Suástica pertence a uma simbologia que remonta à origem do Universo muito antes de ser um emblema associado aos seguidores do arianismo alemão concebido por um punhado de filósofos e cientistas austríacos-germânicos que pretenderam dominar o mundo liderados pela figura insana e inexplicável de Adolf Hitler.

Os nazistas quiseram "purificar" a Humanidade atual preservando um tipo físico que consideravam como representante de uma Raça superior. 

O método de purificação escolhido foi mais rápido, prático e cruel que se pode conceber: perseguição, captura e genocídio de todas as populações pertencentes às supostas outras "raças" (semitas, "ciganos" e negros, mais especificamente).
ESQ.: Pingente etrusco, Ilha de Creta - datado entre 700 e 650 a.C.. Pente feito de osso, decorado com a suástica. Em Sondenborg, Dinamarca ̶  cultura Nydam, datado entre 200 e 400 a.C.. DIR. Espanha: Cerâmica da região de Numancia, de origem celta, com datação situada entre os séculos I e II a.C..

Durante muitos anos a cruz suástica foi considerada um símbolo característico do antigo hinduísmo. Todavia, seu caráter de patrimônio cultural da Humanidade começou a ser revelado com o desenvolvimento da ciência da Arqueologia quando a imagem começou a aparecer em numeroso objetos e edificações em ruínas neolíticas européias e, ainda, no Oriente Médio, China, Japão e América pré-colombiana.

A descoberta, surpreendente, levou muitos estudiosos a pensar que uma forma de hinduísmo primitivo teria sido praticada na pré-história dos povos europeus implicando que aquelas nações, tão antigas,  já tinham desenvolvido idéias religiosas sofisticadas como o conceito da eternidade da alma, da Lei do Carma e, portanto, reencarnação, da existência de um Terceiro Olho (visão metafísica) e de um estado alterado de consciência, o Nirvana, que podia ser alcançado por meio da prática do Ioga.

SUÁSTICA & A DIÁSPORA ATLANTE NO MUNDO

Os Nazistas usaram as descobertas arqueológicas e, também, os impressionantes textos da Antropogênese segundo a Doutrina Secreta, adotada pelo esoterismo o teosófico e divulgada na obra da ocultista Helena Petrovna Blavatsky para estabelecer uma especial ligação entre a cruz suástica, a mítica Raça ou civilização Atlante e a doutrina da superioridade da "raça branca pura"ou ariana.

Todavia, como ocorre freqüentemente, o que os ideólogos do nazismo fizeram foi recortar, isolar trechos, segmentos dessas fontes de conhecimento para compor a teoria que lhes convinha. 

Fizeram o mesmo, interpretando de acordo com seus interesses, partes dos escritos de Nietzsche ou da música grandiosa de Wagner, por exemplo. 

Porém, os conhecedores das obras, na íntegra, desses intelectuais e artistas não se deixam enganar facilmente e percebem com clareza a mutilação, o desvio malicioso das idéias contidas naquelas obras.
Pintura Rupestre: A suástica na rocha ao lado do sol e da lua, no Tibet. O achado é datado entre 1300 e 600 a.c., situado na chamada Idade do Ferro. 
FONTE: www.tibetarchaeology.com

Os teóricos do arianismo-Atlante-nazista enfatizam os achados arqueológicos de representações da suástica no Tibete, mostram esses achados como prova de que os Atlantes refugiaram-se no "Teto do Mundo" porém  ̶  calam quando se trata de explicar a aparição do mesmo símbolo em praticamente todas as culturas antigas di planeta.

Omitem, igualmente, que de acordo com a Teosofia, civilização Atlante, chamada de Quarta Raça Humana, existiu, em seu auge, a 18 milhões de anos, conforme a cronologia dos brâmanes. Tal civilização não desapareceu em um só momento histórico, mas ao longo de numerosos episódios catastróficos que foram, lentamente, destruindo seu esplendor.

O último núcleo Atlante do qual se têm um registro através dos textos Crítias e Timeo, do filósofo grego Platão (423/427?-348/347 a.C,), localizava-se onde hoje está situado o chamado mar dos Sargaços, no Atlântico Norte e  ̶  embora a narrativa de Platão informe que a submersão da última grande ilha Atlante, a gigantesca Poseidonis, tenha ocorrido entre um dia e uma noite 9 mil anos antes da época em que seu avô, Sólon, relatou-lhe o episódio (que foi transmitido, a Sólon [638-558 a.C.], por sacerdotes egípcios), os esotéricos teósofos consideram que a data foi mascarada ou mal interpretada pelos tradutores e, na verdade, o fim da Quarta Raça teria ocorrido há 9 milhões de anos em virtude de uma violenta convulsão oceânica. Escreve Platão:

...existia uma ilha situada em frente ao estreito [estreito de Gibraltar] que vocês denominam Colunas de Hércules. A ilha era maior que a Líbia e a Ásia juntas e era o caminho para outras ilhas através das quais era possível atravessar e chegar ao outro lado do continente que era cercado pelo verdadeiro oceano... 
(IN Plato's History of Atlantis, 
cap II de Atlantis, 
The Andiluvian World de Ignatius Donnelly)

Os estudiosos concordam que os Atlantes sobreviventes da catástrofe final dispersaram-se em diferentes direções, tomaram diferentes rumos, alcançando terras européias e asiáticas à leste mas, também, navegando, para o Ocidente, rumo às Américas.

Alguns percorreram uma jornada mais longa, chegando à América do Sul na costa do Chile e portanto, atravessando toda a vastidão do oceano Pacífico, uma proeza muito possível para grupos de sobreviventes que deixaram sua terra natal em meio ao desespero mas que sempre foram, por vocação, homens do mar, filhos de um grande império marítimo, conhecedores das artes da navegação.

Sendo assim, fica mais fácil entender a uniformidade de certos elementos culturais que aparecem em lugares e culturas tão diferentes em todo o mundo. 

Elementos  como a arquitetura das pirâmides e, entre outros símbolos, a cruz Suástica que, nesse contexto, pode ser entendida como um "símbolo Atlante".

Isso porém não elimina a idéia, também defendida pelos teósofos, de que a Suástica é anterior aos Atlantes tendo sido conhecida por seus antecessores, os lemurianos e que, recuando ainda mais na Antropogênese, pode-se considerar a Suástica como uma herança do conhecimento superior dos chamados "pais das Humanidades", os Pitris. Nesse caso, um conhecimento que transcende a Antropogênese e pertence à Cosmogênese (como será explicado mais adiante).

ATLANTES & ARIANOS NA DOUTRINA SECRETA

Quando se fala em segredo dos árias, é muito possível que grande parte dos leitores espere a revelação já um tanto  desgastada de que os Árias são os descendentes diretos dos Atlantes e, mais, que os próprios Atlantes eram uma Raça de Homens louros, altos de olhos azuis. Como quiseram os nazistas. 

Ocorre que o conteúdo desta "revelação" já tantas vezes, pretensamente, "revelada" está ERRADA.

Foi dito acima que os nazistas assim como ideólogos de outras doutrinas deturparam ou recortaram textos para alimentar suas próprias idéias e seus desesperados desejos materialistas de possuir a Terra, fruto de mera ganância e egoísmo materialista. Ou  ̶  pior, não leram na íntegra os complexos textos de onde retiraram aquelas idéias.

De fato, a leitura da Doutrina Secreta de H.P. Blavatsky (seis volumes na edição em português) e outros textos teosóficos, como o Budismo Esotérico de A. P. Sinnet, não é uma tarefa fácil. 

Na verdade, é uma leitura que exige paciência e numerosas releituras para que se possa dominar, os dois temas principais, Cosmogênese e Antropogênese.

É tão complicado que esses dois volumes, centro da Doutrina Secreta, exigiram da autora russa os outros quatro para explicar em minúcias o que continham. 

Nos outros quatro encontram-se esclarecimentos minuciosos sobre a simbologia arcaica das Ciências e das Religiões de todo o mundo desde os tempos mais remotos, "pré-históricos",  pré-dilúvio de Noé, até a Antiguidade clássica.

Os Arianos que A Doutrina Secreta nos apresenta, são realmente, descendentes dos Atlantes. Porque assim são denominados  ̶ ARIANOS  ̶  TODOS os indivíduos pertencentes à Quinta Raça Humana, que é a Raça Humana atual. E são descendentes porque, nenhuma das Raças das cinco Humanidades postuladas pelos teósofos desapareceu de uma vez ou completamente.

Não há linhas rígidas limitando a evolução (como não há linhas rígidas limitando as tonalidades do arco-íris) mas, períodos de transição nos quais os "mundos" se misturam. Segundo a teosofia, até mesmo descendentes dos últimos lemurianos, já biologicamente extremamente degenerados, decaídos, ainda existem atualmente.
Cyclop, 1914  ̶  Kröller-Müeller Museum, Oterllo  ̶  Holanda (Países Baixos ou Netherlands). Óleo sobre tela. Odilon Redon (Bertrand-Jean Redon, francês, 1840-1916).

Uma representação bastante próxima de como teriam sido os lemurianos no meio de seu ciclo de existência, com seus copos físicos-densos ainda em formação e com o chamado Terceiro Olho, órgão por meio do qual obtinham conhecimento intuitivo das coisas do mundo terreno e também espiritual. 

O Terceiro Olho desaparece, deixou de ser um órgão externo à medida em que avançava a evolução do corpo humano, de etéreo para denso.

Os Atlantes, a quarta raça humana, do passado, converteram-se nos  Arianos da  Quinta Raça dos tempos atuais; e os próprios Atlantes, longe de serem uma "raça pura", misturaram-se, por sua vez  ̶  com lemurianos plenos de vigor da Terceira Raça. 

Eram descendentes de Lemurianos. Lemurianos, estes, sim, que sempre tiveram uma conformação física de gigantes, desde os seus primórdios, como seres etéreos e hermafroditas até o final de sua existência plena, corpórea e precursora dos heterossexuais.

Se os Atlantes são considerados gigantes pela Humanidade contemporânea, os Lemurianos seriam, então  ̶̶  colossos humanos.  A figura mitológica, conhecida no Ocidente, que mais se aproxima dos lemurianos são os Ciclopes gregos assim como os deuses e gigantes gregos são os que mais se aproximam dos Atlantes. 

Em Antropogênese, Blavatsky refere-se aos Atlantes assim: ...antecessores diretos de nossa Quinta humanidade (a Ariana)... (BLAVATSKY, Antropogênese, 2008 - p 427).

AS CORES DOS ARIANOS

Os Arianos supostamente indo-europeus e somente indo-europeus, altos, brancos, louros e de olhos azuis foram sempre uma fantasia nazista. 

A Doutrina Secreta que inspirou os teóricos daquele regime político insano não informa nada semelhante a essa idéia. Ao contrário como pode ser constatado nos trechos abaixo:

SOBRE RAÇAS INFERIORES NA CONTEMPORANEIDADE:

A humanidade se acha claramente dividida em homens animados por Deus e criaturas inferiores. (Aqui, a Doutrina é infeliz em sua assertiva posto que é evidente que todos os seres vivos foram e são animados por Deus desde que se admite a Criação feita por Deus. 

Nesta linha de raciocínio, o que pode-se admitir é que o grau de evolução espiritual é diferente entre as criaturas).

A diferença intelectual entre os Arianos (Quinta Raça ou Humanidade) e outros povos civilizados, de uma parte, e selvagens como os ilhéus dos Mares do Sul, de outra, torna-se inexplicável com qualquer outra hipótese. 

Nenhuma classe de cultura nem a  preparação através de sucessivas gerações no meio da civilização, seriam capazes de guindar espécimes humanos como os bosquímanos, os vedhas do Ceilão e algumas tribos africanas até o nível intelectual dos Arianos (indo-europeus), semitas e os chamados turanianos [aqui Blavatsky informa que semitas e turanianos também são arianos embora a tradução seja infeliz como mostram trechos seguintes].
(BLAVATSKY, Antropogênese, 2008 -p 439)

SOBRE AS CORES DE PELE DOS ATLANTES

Os de cor amarela são os antepassados daqueles que a Etnografia hoje classifica como turanianos, mongóis, chineses e outros povos antigos; e a terra em que se refugiaram foi a Ásia Central. ... Dois terços de um milhão de anos mais ou menos (no fim do século XIX) já se passaram desde aquela época. Os gigantes de face amarela da era pós-atlante tiveram tempo de sobra para ramificar-se e produzir os mais heterogêneos e diversos tipos... 

Os Arianos (indo-europeus) são descendentes do Adão Amarelo... os (arianos) Semitas, e com eles os judeus, são a progênie do Adão Vermelho.  
(BLAVATSKY, Antropogênese, 2008 - p 443)

O leitor não deve se deixar induzir em erro quanto ao termo "Atlantes", supondo que se aplica a uma só raça ou mesmo a uma só nação. É como se disséssemos "Asiáticos". 

Os Atlantes eram numerosos e de tipos variados... Representavam várias "humanidades" e um número quase incontável de raças e nações (todos da mesma espécie humana) ... 

Havia Atlantes morenos, vermelhos, amarelos, brancos e negros, gigantes e anões...  

(BLAVATSKY, Antropogênese, 2008 - p 451, nota de rodapé 229. Possivelmente os nazistas não liam notas explicativas, esclarecedoras de rodapé; quem diria, eram leitores superficiais e preguiçosos).

O SEGREDO DOS ARIANOS

Diante destes textos, fica claro que o arianismo nazista fundamentava-se em um conhecimento no mínimo superficial e, com certeza, desviado com o propósito de servir à ideologia genocida que afirmava a superioridade do tipo físico branco, alto, louro e de olhos azuis. 

Portanto, o grande segredo dos Árias é que eles não são um tipo especial, branco. O uso da palavra é que muda e/ou é mudado segundo o povo que a utiliza. Ganha sentidos diferentes ao longo dos séculos, significando desde estrangeiro, bárbaro e até nobre.

Os Árias, os arianos, são toda a Humanidade atual esotericamente chamada de Quinta Raça Humana que tem dominado o planeta há cerca de um milhão de anos, um período de tempo insignificante diante dos períodos de tempo nos quais teriam existido as Raças precedentes, desde a Primeira, as Sombras; a segunda, Sem-ossos; a Terceira, os Lemurianos e a Quarta, os corpóreos Atlantes. Somente estes últimos, teriam reinado na Terra durante 18 milhões de anos.

O SEGREDO DA SUÁSTICA

Originalmente, a cruz suástica não é branca nem morena. Não é hindu, tibetana ou européia. Sua presença em todos os quadrantes habitados do mundo, desde o passado mais distante que a Ciência contemporânea pode alcançar é uma prova evidente que trata-se de um herança cultural misteriosa, de fato  ̶  mas que pertence aos povos do mundo inteiro.

Essa onipresença planetária da Suástica, além de apoiar a crença dos nazistas e de outros pesquisadores no existência histórica da Civilização Atlante também levou a conclusão semelhante a cientistas mais ortodoxos, acadêmicos: historiadores da Antigüidade clássica e Antropólogos. Todos buscaram uma explicação. 

O psicanalista Carl Gustav Jung (suíço, 1875-1961), apesar de ter uma forte inclinação para o ocultismo, encontrou na Suástica uma prova para sua teoria da existência do Inconsciente coletivo.

Se a principal fonte de informação sobre a Suástica for a A Doutrina Secreta, como foi no caso da investigação sobre Arianos e Atlantes, pode-se dizer que a origem da Suástica é tão antiga que sequer pertence a este mundo. É cósmica.

A SUÁSTICA NA TERRA
A palavra, esta sim, terráquea, é escrita, em seu mais antigo registro, em caracteres silábicos sânscritos mas em idioma devanâgari; é grafada assim:


Devanagari é a Escritura dos devas ou deuses (BLAVATSKY, 1995). 

O significado etimológico é um voto,cumprimento ou expressão de um bom desejo ou augúrio, equivalente àquela que os Ocidentais fazem nos brindes: "Saúde!". 

Mas  esta significação tem suas extensões em sentidos análogos ou relacionados: uma saudação, quando colocada no começo de uma mensagem escrita, uma carta, por exemplo. É um símbolo do bem-estar, da felicidade, boa sorte, êxito, prosperidade e, ainda pode significar o mesmo que latino "Amem" religioso, "assim seja" (WIKIPEDIA/Es, 2012).

TECNOLOGIA

Mas todos esses significados são modernos, contemporâneos até quando a investigação recua aos tempos pré-históricos mais remotos do que a História acadêmica consegue alcançar e, neste caso, de fato, é uma herança Atlante e simboliza o que foi, possivelmente, o maior êxito tecnológico que a espécie humana de qualquer Idade ou planeta poderia obter. 

O primeiro avanço técnico, a primeira descoberta sem a qual nenhuma civilização poderia ter existido nem prosperado. Trata-se do símbolo do FOGO.
Vários modelos antigos do Arani utilizados na Índia. Note-se, especialmente o de Punjab, embaixo, à extrema direita. 

Neste sentido,a Suástica é o ARANI, um instrumento utilizado desde tempos imemoriais para produzir o fogo assim descrito no Glossário Teosófico: O Arani é uma swastica, disco de madeira com um furo central, no qual os bramhanes produzem fogo através da fricção com o pramantha, um pau, símbolo (um bastão cilíndrico) do macho gerador. ... [A suástica] ... representa os dois pedaços de madeira que compunham o Arani, cujos dois extremos eram dobrados e, por sua rotação rápida, faziam surgir Agni, o fogo. (BLAVATSKY, 1995 - p 47 e 666).

ANTROPOGÊNESE

Em termos de antropogênese, a suástica é, antes de tudo, uma cruz. Como símbolo dos Atlantes, a suástica relaciona-se ao à chamada Queda do Espírito na Matéria e  ̶  ainda, à densificação dos corpos dos seres humanos e à consumação definitiva de sua forma de reprodução, de assexuada para sexuada acompanhando à correspondente mudança e definição dos gêneros sexuais: dos sem-sexo, para os andróginos virgens, passando pelos hermafroditas, andróginos que começam a se relacionar fisicamente entre si até a separação dos sexos nos heterossexuais.

Essa mudança bioquímica (metabólica) e biofísica (anatômica) começou com os Lemurianos da 6ª sub-raça (de acordo com a Teosofia, cada Raça ou Humanidade evolui ao longo de sete sub-raças) portanto, no fim do período de existência predominante desse tipo humano e consolidou-se com o advento da Nova Raça, a Quarta  ̶  a Raça dos Atlantes. 

Na linguagem simbólica, a linha horizontal de uma cruz representa o elemento feminino; a vertical, que cruza ou penetra a horizontal, o masculino.

A SUÁSTICA  ̶  NA DOUTRINA SECRETA

A Svástika se encontra à frente dos símbolos religiosos de todas as nações antigas. É o martelo do operário do Livro do Números caldeu, o "Martelo" ..."que arranca centelhas do sílex" (o Espaço), centelhas que se transformam em Mundos. É o Martelo de Thor... o Miölnir, o "Martelo da Tempestade"...Em verdade, muitos são seus significados.

Na obra macrocósmica, o "Martelo da Criação", com seus quatro braços em ângulos retos, significa o contínuo movimento e a revolução do invisível Cosmos das Forças. Na obra do Cosmos manifestado e da nossa Terra, indica a rotação dos eixos do mundo e dos seus cinturões equatoriais (112- 113) ... O símbolo é tão antigo e sagrado que raras são as escavações [arqueológicas] em que não se encontre vestígios dele. (BLAVATSKY, 2008 - 115)

A SUÁSTICA NO CÉU

Se na Antropogênese a Suástica é, sobretudo uma cruz, no Espaço Cósmico, desde o princípio de TUDO, a Suástica é uma hélice. 

A hélice em movimento é um circulo como circular e/ou esferoidal e elíptica é a forma básica de todos os corpos celestes bem como o movimento das partículas em torno do núcleo dos átomos. A Doutrina Secreta chama a Suástica hélice de FOHAT.

Mas o Fohat tem outros nomes. O mais sugestivo deles é Torvelinho de Fogo e, também: Fohat é o corcel e o Pensamento, o cavaleiro (BLAVATSKY, 2006 - p 158). 

Essa força, que o ocultismo teosófico define como uma entidade semelhante à eletricidade, por meio de seu veloz movimento circular, percorrendo toda a matéria indiferenciada, cria, por aglutinação, a matéria diferenciada. 

Fohat é a origem dos Mundos e de todas as criaturas que habitam esses mundos.

A SUÁSTICA NA LUA
A fotografia foi obtida em abril (2012) pela sonda Cassiopéia. Esta paisagem está localizada na chamada face obscura da Lua, na cratera Schroedinger, próxima ao pólo sul lunar. Os cientistas não têm uma explicação para esta imagem: não sabem se é uma estrutura real ou uma ilusão de ótica.

Adeptos de teorias de Conspiração dividem-se: alguns dizem que essa suástica é uma prova de os nazistas estiveram na Lua; outros, acreditam que a imagem confirma outra coisa: que a suástica é um símbolo cósmico e esta, em particular, é obra de alienígenas, extraterrestres.

O ufólogo Martin Krauss tem uma explicação: É um sinal de Alfa Centeurianos, alienígenas que trouxeram vida à Terra quatro milhões de anos atrás. O sinal foi deixado na Lua para, um dia, soubéssemos de sua visita.

Para o cientista romeno Radovan Tomovici, especialista em teorias da conspiração, a suástica lunar é, mesmo, obra de Nazistas: 

Por mais de 70 anos é de conhecimento público que os nazistas, durante a Segunda Guerra, tinham um programa de pesquisa supervisionado por Hans Kammler com objetivo de conquista e controle do espaço orbital. Parece que Kammler, que desapareceu misteriosamente pouco antes do final da guerra, ele e sua equipe, foram bem sucedidos.

FONTE: Claim: There are Nazis on the Moon.
IN IRONSKY, publicado em 18/04/2012. [http://www.ironsky.net/thetruthtoday/news/claim-there-are-nazis-on-the-moon/] 
Essa Suástica é o agente criador do Verbo. O mesmo Verbo que, no texto bíblico determinou: Faça-se a Luz. Fohat é o Verbo em Ação.

[Fohat]... é aquele poder oculto, elétrico e vital que, sob a Vontade do Logos [palavra, verbo] Criador une e relaciona todas as formas... força que que reúne os átomos elementais e e faz com que se aglutinem e se combinem entre si...
(BLAVATSKY, 2006 - p 159)

A HIPÓTESE ASTRONÔMICA DA ORIGEM DA SUÁSTICA

Curiosamente, mesmo entre os astrofísicos contemporâneos, a universalidade, a onipresença, na Terra, deste símbolo, a Suástica, já foi atribuída a um conhecimento que os Homens, mesmo os mais primitivos, teriam observado no céu. A hipótese astronômica da origem da Suástica foi elaborada pelo astrônomo norte-americano Carl Sagan (1934-1996).

Intrigado com a presença deste símbolo entre os mais diferentes povos da Terra, de diferentes épocas e lugares, Sagan acredita que a explicação para tal fato é uma experiência que tantas nações têm e/ou tiveram em comum.

Uma experiência proveniente da observação do céu e aponta a visão de um cometa em rotação como uma suástica cósmica que homens de todos os lugares do mundo poderiam ter notado ao longo das eras. 

Como exemplo de um fenômeno assim que seria visível para um observador terráqueo, Sagan cita o cometa Encke (imagem acima).

FONTES
BASIROV, Oric. Origin of Pre-Imperial Iranian Peoples.
(Circle of Ancient Iranian Studies, 2001).
IN IRANDokht. Acessado em 14/04/2012.
[http://www.irandokht.com/editorial/print.phparea=org&sectionID=14&editorialID=
3755&PHPSESSID=67ed74252d79988fcdfe3af69d94d40e]
BLAVATSKY, H. P. A Doutrina  Secreta I. Cosmogênese. [Trad. Raymundo Mendes Sobral].
São Paulo:Pensamento, 2006.
________________  Antropogênese. [Trad. Raymundo Mendes Sobral].
São Paulo:Pensamento, 2008.
________________ Glossário teosófico. [Trad. Silvia Branco Sarzana]. São Paulo: Ground, 1995.
CASSARO, Richard. The Ancient Secret of the Swastika & The Hidden History of the White Race
(Pt. 1 of 2).
IN Richard Cassaro website. Publicado em 02/04/2012.  Acessado entre 26/04/2012.
Claim: There are Nazis on the Moon. 
IN IronSky, publicado em 19/04/2012. Acessado em 26/04/2012. [http://www.ironsky.net/thetruthtoday/news/claim-there-are-nazis-on-the-moon/%20earliest%20known%20symbol%20and%20its 20migrations/072.html/ |
http://beforeitsnews.com/story/2029/566/The_Ancient_Secret_Of_The_Swastika_The_
Hidden_History_Of_The_White_Race_Pt._2_of_2.html?currentSplittedPage=0].
Esvástica. WIKIPEDIA/espanhol [http://es.wikipedia.org/wiki/Esv%C3%A1stica#En_Am.C3.A9rica].
Acessado em 26/04/2012.
PLATÃO. Crítias IN Plato's History of Atlantis, cap II de Atlantis, The Andiluvian World
de Ignatius Donnelly. [Trad. Lygia Cabus]
The Swastika: The Earliest Known Symbol & its Migrations IN The Northern Way. [http://www.northvegr.org/secondary%20sources/indoeuropean/the%20swastika%20the]. 
Acessado em 26/04/2012.
YUTANG, Lin. A Sabedoria da Índia e da China, vol 2.
Tradução de DE MESQUITA, Ari, VEATTA, Beata, DE FREITAS, Bezerra et.al.. Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti, 1955. Vol. 2.

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Edição original: April 12, 2012
arquivado
IN https://web.archive.org/web/20170424235526/http://www.sofadasala.com/misterios/misteriodasuastica.htm

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

📚 GIGANTES, MUITO ALÉM DA MITOLOGIA

pesquisa & texto Lygia Cabus
EDIÇÃO ORIGINAL: Setembro de 2006

Gigantes são, geralmente, considerados como personagens mitológicas; fantasia de estórias infantis ou exagero dos relatos históricos e religiosos, símbolos de poder, figuras criadas pela imaginação dos antigos. Sendo assim, como explicar as peças arqueológicas que remetem à existência destas criaturas? 

Esqueletos, monumentos ciclópicos, encontrados em todo o mundo, cuja engenharia a ciência contemporânea não consegue explicar? Com tantos registros e evidências não seria absurdo supor que eles existiram e desempenharam um papel muito importante na história da raça humana.

Os cientistas resistem em aceitar essa idéia. A confirmação da existência destes seres provocaria, necessariamente, uma mudança radical em mais de uma área do conhecimento: história, biologia evolucionista, arqueologia, antropologia.

Entretanto, a busca da verdade científica exige flexibilidade de pensamento capaz de rever as teorias ortodoxas diante de descobertas inesperadas que, eventualmente, venham a acontecer.

Muitos estudiosos têm defendido a teoria de uma raça pré-Adâmica e a existência de raças humanas que podem ter habitado o planeta em épocas muito remotas. 

Nessa linha de raciocínio os gigantes são uma hipótese significativa que não pode ser simplesmente descartada sem uma investigação minuciosa; existem mitos numerosos que se referem a eles. 

Considerar todos esses mitos como mera fantasia é, no mínimo, uma atitude ingênua e preguiçosa daqueles que preferem a ignorância ao trabalho de pesquisa e de possível reformulação de um conjunto de idéias comodamente estabelecido. Um exemplo clássico de referência histórica à existência de gigantes é um texto da Bíblia judaico-cristã:
Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas e escolheram esposas entre elas. 

O Senhor então disse: "Meu espírito não permanecerá para sempre no homem, porque todo ele é carne, e a duração de sua vida será só de cento e vinte anos.

Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados em tempos antigos. [GENESIS 6:1-4]

O texto acima refere-se gigantes vivendo em uma época antes do dilúvio de Noé e depois desta grande inundação. Freqüentemente, são denominados Nephilim e relacionados aos "anjos caídos". Adão, tal como aparece no texto bíblico, é considerado o primeiro ser humano criado por Deus. 

Seria, então, um indivíduo. Entretanto, é de senso comum que a maior parte do Gênesis é uma escritura essencialmente alegórica e, portanto, Adão pode ser entendido como um nome genérico designativo de toda uma geração de humanos pertencente a uma raça anterior ao surgimento do homo sapiens, a espécie humana conhecida atualmente. 

Essa concepção abre espaço teórico para a admissão da raça ou raças pré-adâmicas. Seguindo a mesma lógica e considerando o conhecimento contemporâneo da geologia, é perfeitamente admissível que catástrofes naturais como o dilúvio não tenham ocorrido somente uma vez na história do planeta; ao contrário, vários cataclismas mudaram a face da Terra aos longo das eras.

Estes episódios são mencionados em numerosos textos das mais diferentes culturas. Os registros sobre os gigantes aparecem sempre relacionados a uma época bem anterior ao "Adão bíblico". Muitos estudiosos, entre os quais o mais popular é autor de best sellers Eric Von Daniken (Eram os Deuses Astronautas e outros), têm interpretado os "anjos caídos" ou a "queda dos anjos" como uma visita de seres extraterrestres que chegaram a este planeta em um tempo que a ciência denomina de pré-história. 

Tais seres teriam realizado um mega-processo de colonização da Terra que incluiu interferências na atmosfera e experiências genéticas cujo resultado foi a espécie humana; uma espécie que evoluiu através de diferentes tipologias cuja descêndencia é a humanidade contemporânea.

Uma das "pistas" mais citadas para a interpretação das personas angélicas com seres de outros planetas é a palavra "elohim", que também aparece no Gênesis bíblico referindo-se ao "Criador de todas as coisas", o "o Senhor". 

Ocorre que "elohim" é uma plural que significa "deuses", em contraposição ao singular "Elohi"

Outra palavra que sugere um Criador ou uma criatura humanóide é "Jeová", cuja análise etmológica revela a contração de dois vocábulos hebraicos "Yod + Eva", mais precisamente, "Jah-Hovah" ou ainda "Jod-Hoavah", duas palavras que se referem a "macho" e fêmea", respectivamente, ou seja, um ser hermafrodita.

o Hermafroditismo teria sido uma característica das primeiras raças humanas tal como aparece na estrutura biológica de alguns organismos que existem até hoje, especialmente entre criaturas microscópicas, planta ou em vermes, como a minhoca. 

A Doutrina Secreta defendida pelos adeptos da Teosofia apresenta uma teoria completa da evolução das raças humanas ou Antropogênese, começando por seres etéreos e assexuados, passando por densificação dos corpos, da forma, pelo hermafroditismo chegando, finalmente, às primeiras raças sexuadas com indivíduos machos e fêmeas. 

A Teosofia mantém essa hipótese sem nenhum recurso à interferência de extraterrestres, atendo-se apenas a concepção de evolução humana em tempo simultâneo ao próprio surgimento da Terra, em seus primórdios, como esfera em estado de fusão e densidade mais próxima da matéria líquido-gasosa (estado crítico) que se torna matéria sólida ao longo de trilhões de anos.

Os gigantes, uma raça de humanos desaparecida, seja como fruto de experiências genéticas de extraterestres ou uma raça arcaica, seraim, então, parte de uma cadeia de tipos humanos criados em um ciclo natural de evolução da natureza terrena e poderiam, de fato, ter existido. 

Mitologias de muitos povos falam desses homens colossais. Ainda na Bíblia, um deles chega a ser explicitamente nomeado: Golias, um guerreiro filisteu, aquele que foi derrotado pelo pequeno Davi, segundo rei dos judeus.

Também os gregos contam histórias de gigantes referindo-se a eles como uma primeria geração de filhos de deuses, nascidos da união da Terra (Gaia) com o Céu (Urano):


Prometeu, o Titã, acorrentado, sofre o castigo de Zeus por ter roubado o fogo dos deuses para entregá-lo aos homens. A águia come o fígado do Titã que se recompõe eternamente para ser novamente devorado. Prometeu foi salvo por Hércules. ILUSTRAÇÃO: Rubens.

Fecundada por ele [Urano], Gaia dá à luz os Titãs, os Ciclopes e os Hecatônquiros (gigantes de cem braços e cinquenta cabeças)... A lenda cosmogônica de Hesíodo mostra Cronos [um Titã], o Tempo, indomável filho de Gaia e Urano, revoltado contra o pai por este fecundar incessantemente a mãe... 

Para que Gaia não continue gerando infinitamente, Cronos corta aos testículos do pai... Ao cair sobre a Terra, o sangue de Urano ainda uma vez a fecunda, gerando as Erínias.. os Gigantes e as Melíades, ninfas das árvores. (Mitologia, vol. III)

Entre os povos nórdicos, também chamados vikings, os gigantes são personagens de inúmeras lendas, a começar pela Antropogênese, tal como na Grécia. 

Ali, nas regiões geladas do norte europeu, o Gigante de neve Ymir deu origem a todos os outros gigantes do mundo.

Somente depois dos gigantes é surge a raça de humanos tal como a conhecemos hoje, criada por deuses. 

Na mitologia viking, gigantes, homens comuns e deuses conviveram e muitas estórias falam de episódios envolvendo as três raças, como a união entre o deus Freyr e a gigante Gerd.

Também são famosos gigantes como Kvasir, de cujo sangue foi feito o hidromel, uma espécie de vinho que confere a quem o bebe a inspiração para criar poesias magníficas. 

O hidromel era guardado por outro gigante, Suttung. Odin (um deus), seduzindo a filha de Suttung, Gunnlod, também gigante, roubou a bebida mágica que, desde então, tornou-se exclusiva para o consumo dos deuses.

Vários trechos de A Doutrina Secreta (obra teosófica), no volume denominado Antropogênese, de H.P. Blavatsky, transcendem a esfera da lenda fazendo referências históricas à existência dessas criaturas fantásticas:

Porque, em verdade existiram Gigantes (...) na ordem da criação, encontramos testemunhos que atestam a existência, na flora, das mesmas dimensões proporcionais, variando pari passu com as da fauna. (...) A série evolutiva do mundo animal prova que o mesmo se passou nas raças humanas. (p. 294)

Tertuliano (...) certificou que havia, no seu tempo, um certo número de de gigantes em Cartago (...) jornais de 1858 (...) mencionam o achado de um "sarcófago de gigante" no sítio ocupado por aquela cidade. (...) Filóstrato (...) fala de um esqueleto gigante de 22 côvados, visto por ele próprio no promontório de Sigeu. (p. 196)

Era crença de toda a antiguidade, pagã e cristã, que a humanidade primitiva foi uma raça de Gigantes. Algumas escavações feitas na América (em terraços e cavernas) puseram a descoberto, em casos isolados, grupos de esqueletos com nove e doze pés de altura. 

Tais esqueletos pertencem a tribos dos primeiros tempos da Quinta Raça [a atual] e cuja estrutura degenerou para a média atual de cinco a seis pés. Podemos admitir sem dificuldade que os Titãs e os Ciclopes das idades primitivas eram realmente da Quarta Raça (a Atlante) ... Ciclopes reais (...) eram mortais dotados de "três olhos". (p. 311)

CICLOPES (...) as ruínas ciclópicas (assim chamadas até hoje) são uma prova da existência dos Ciclopes, aquela raça de gigantes (...) a Quarta Raça Primitiva (...) podia possuir três olhos, sem que o terceiro olho fosse necessariamente no meio da testa ... (p. 312)
Os "buddhas" do Vale Bamiyan, Afeganistão, hoje destruídos pela ação da milícia taleban. As estátuas maiores têm proporções colossais: 55 metros e 38 metros de altura, respectivamente.
A Antropogênese teosófica defende a existência dos gigantes, em um passado remoto, com argumentos colhidos nas mais diferentes culturas do mundo. 

A Bíblia é um referencial dos menos importantes diante de outros exemplos que são mencionados. Nos textos indianos e tibetanos essa raça de gigantes, em estágio evolutivo em que os sexos já haviam se separado em machos e fêmeas, é denominada Dânavas.

Esses gigantes, cujo corpo e metabolismo ainda não eram inteiramente densificados na matéria física atual, engendraram descendência com animais gerando monstros hoje conhecidos, também através de relatos lendários, como criaturas cuja aparência misturava características antropomórficas e zoomórficas: sátiros, faunos, centauros, são os exemplos mais conhecidos.
Entre os testemunhos arqueológico-arquitetônicos da realidade de uma raça de gigantes, os teósofos mencionam monumentos colossais bastante conhecidos: pirâmides, que no passado foram consideradas como peculiaridade da civilização egípcia, hoje espantam o mundo com suas similares; primeiro as descobertas na América pré-colombiana e mais recentemente, pirâmides na Bósnia, na Ucrânia e na China. 

Os círculos de pedras como Stonehenge (Inglaterra), que possuem seus "aparentados" em vários lugares do mundo sendo que última ruína deste tipo foi descoberta em território brasileiro, no estado do Amazonas.
As estátuas inexplicáveis e gigantescas da Ilha da Páscoa (ilustração acima); os "budas" do Afeganistão, destruídos pelo fanatismo religioso dos Talebans, muçulmanos que dominaram aquele país até pouco tempo, quando foram destituídos pela intervenção bélica norte-americana. Estes cinco "budas" seriam, na verdade, representantes das cinco raças humanas; quatro já extintas sendo a quinta, a raça atual.

Eram estátuas de tamanhos diferentes; a maior era colossal, ou seja, uma referência às dimensões gigantescas dos homens entre a primeira e a quarta raça. A raça contemporânea, de hoje, a quinta raça, de menor estatura, foi precedida pelos gigantes Atlantes (quarta Raça) e Lemurianos (Terceira Raça). 

SEM OSSOS
A primeira e a segunda Raças, formadas por indivíduos de proporções também colossais não eram, porém, dotadas de corpos densos sendo por isso denominadas de "os sem ossos". 

O evolucionismo teosófico, que em tudo se contrapõe ao darwinismo e à antropologia acadêmica ortodoxa, sustenta-se também recorrendo a elementos da geologia e da bioquímica:

Até mesmo a simples forma física e a evolução das espécies mostram como procede a Natureza. 

O gigantesco Sáurio coberto de escamas, o Pterodáctilo, o Megalossauro e o Iguanodonte... todos esses monstros "antediluvianos"... apareceram sob a forma de infusórios filamentosos, sem carapaça nem concha, sem nervos, músculos e orgãos, nem sexo, reproduzindo suas espécies por gemação, como o fazem também os animais microscópicos... 

Por que então não podia suceder o mesmo ao homem? Por que não haveria ele, em seu desenvolvimento, isto é, em gradual condensação, de conformar-se à mesma lei? 

Todas as pessoas isentas de preconceitos hão de preferir acreditar que a Humanidade Primitiva tinha uma forma etérea - ou... uma forma imensa, filamentosa, de aspecto gelatinoso que sob a ação de Deuses ou "Forças" naturais evolucionou e se condensou durante milhões de séculos e que, em seu impulso e tendência físicos chegou a assumir gigantescas proporções até ganhar estabilidade com enorme forma física do homem da Quarta Raça [Atlantes]... (p 167/168)

Se podemos conceber uma bola de "névoa ígnea" que se converte pouco a pouco - à medida que gira nos espaços interestelares durante evos e evos - em um planeta, em um globo com luz própria para finalmente ser um Mundo ou uma Terra povoada de homens, havendo assim passado de corpo plástico e mole para um Globo rochoso; se vemos tudo evolucionar neste Globo desde o ponto gelatinoso... 

Protoplasma, Monera, que logo passa do seu estado de protista à forma animal para depois crescer e tornar-se um gigantesco e monstruoso réptil... e mais tarde diminuir gradativamente até o tamanho do crocodilo... como só o homem, então, poderia subtrarir-se à lei geral? ... A crença nos Titãs tem por fundamento um fato antropológico e fisológico.(p 170)
Há muito o homem contemporâneo acostumou-se a pensar em gigantes, centauros, sereias e outros seres fantásticos como personagens mitológicos, figuras simbólicas, alegorias cuja existência objetiva seria completamente impossível. 

Os relatos dos povos antigos são considerados como uma incrível proeza de imaginação que, entretanto, de alguma forma, deve ter-se perdido posto que a humanidade atual não é capaz de conceber nem sequer uma pequena fração dessas fábulas por conta própria.

É o caso de se perguntar como e por quê, na Antiguidade, a psique de sociedades inteiras perdia-se em tão exóticas criações. 

Talvez, se hipóteses de estudiosos como Eric von Daniken ou as teorias teosóficas fossem examinadas com mais seriedade pela ciência pós-moderna descobertas surpreendentes pudessem acontecer. 

Os antigos não seriam, então, tão alucinados e suas histórias e mitos poderiam ser explicados como relatos verdadeiros baseados em fatos e criaturas extintas mas que um dia, foram reais. Meditemos...

BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada. São Paulo: Ed. Claretiana, 2005.
BLAVATSKY, H.P.. A Doutrina Secreta vol III - Antropogênese. [Trad. Raymundo Mendes Sobral] São Paulo: Pensamento, 2001.
Giants - A Result of Genetic Warfare - IN TOHTH WEB
Mitologia Greco-Romana - vol I. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
Os Viquingues vol I. (coleção Grandes Impérios e Civilizações). Madrid: Ed. del Prado, 1997.
Pesquisa e texto original: Lygia Cabus