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segunda-feira, 11 de maio de 2026

👀 O ESTRANHO CASO DE MR. SHOLTZ

Em um livro que não lembro mais o nome, um livro sobre fenômenos inexplicados registrados mundo afora, um dia, eu li sobre um estranho caso. Vou contar aqui conforme recordo dos fatos ali relatados. 


Era uma vez um tal de Mr, Scholtz. Mr. Sholtz era operário de uma fábrica têxtil. Quando aquilo aconteceu, ele tinha cerca de 50 anos. Naquela fábrica, trabalhara a vida toda. Qualquer um diria, e diziam, que Mr. Sholtz tinha uma vida muito chata. 

Solteiro, ele morava em uma pequena casa vizinha à fábrica. A rotina não o incomodava. Todas as tardes, ele tinha uma hora de folga. 

Nessas ocasiões, Mr Sholtz dirigia-se para casa, comia um sanduíche, bebia uma caneca de café na cozinha e então, religiosamente, dirigia-se a um modesto escritório, pegava um velho livro em uma estante pequena, sentava-se em sua confortável poltrona, móvel de qualidade, um dos poucos luxos que tinha e... abria o livro. 

Mr Sholtz tinha uma empregada doméstica de meio período que fazia o serviço da casa duas vezes por semana e, a ela, Mr Sholtz havia recomendado um único cuidado:
- Sra., jamais, jamais! Toque naquela poltrona, jamais mude, um milímetro sequer minha poltrona de lugar, nem limpando nem não limpando. Não mova nunca essa poltrona, é melhor nem tocá-la e nunca, nunca abra a porta desse escritório quando eu estiver aqui, nunca, em nenhuma hipótese entre aqui enquanto eu aqui estiver. 

O que ninguém suspeitava é que havia algo paranormal naquele hábito de leitura cultivado durante décadas. Na mesma poltrona, o mesmo livro. 

Em seus cerca de 45 minutos de descanso naquele escritório, Sholtz, ao abrir o livro, em virtude de fenômeno que ele jamais pôde compreender, não lia: ele transcendia a realidade, o mundo, a dimensão física, a limitação do tempo. 

O homem desaparecia fisicamente, sugado pelo livro em carne, ossos e sangue. Para onde ía Mr Scholtz? Ninguém sabe. 

Mas, ele voltava, rigorosamente, um minuto antes da sirene de chamada da fábrica tocar. Ele retornava, regurgitado pelo livro, em sua inteireza, sentado em sua poltrona. Levantava, pegava o livro caído no chão, fechava e recolocava o volume no mesmo lugar. 

Certa tarde, a sirene tocou mas, Sholtz não apareceu no galpão da fábrica. Demoraram um tanto a notar sua ausência mas, como não aparecesse, seus colegas finalmente perceberam e começaram a procurar. Por toda parte, chamaram seu nome. Em vão. Ninguém o tinha visto depois do intervalo. 
Alguém lembrou que ele morava ao lado e para lá foram alguns colegas preocupados. Na porta da casa, foram recebidos pela empregada. 

- Mr Sholtz? Está no escritório, eu acho... disse a mulher com um tom de voz hesitante, olhos baixos, mãos inquietas segurando o avental.
 
Ela  mostrou a porta fechada. Sem hesitar, o supervisor de produção que ali estava, colocou a mão na maçaneta, girou e entrou no aposento. Não havia ninguém. A poltrona vazia, o estranho e velho livro caído, aberto, no chão, mostrava a ilustração de um lugar paradisíaco. 

A empregada, temerosa, mas, sem conter a curiosidade, colocou a cabeça na entrada do escritório e, vendo o cenário, soltou um grito rouco. 

- Meu Deus!

- Que foi mulher. Ela balbuciava palavras, visivelmente assustada. 

- Fala, mulher! É um escritório, é só um escritório. Onde está Scholtz? 

Finalmente, com lágrimas silenciosas deslizando na face, ela disse: 

- Eu... eu mexi... 

- Mexeu o quê, mulher? 

- Eu... eu mexi a poltrona, foi só um esbarrão, eu juro, coloquei no lugar, eu acho, eu mexi a poltrona! 
Mr. Scholtz nunca mais foi visto, Foram feitas diligentes investigações policiais, durante dias, publicadas reportagens em jornais, fotografias foram coladas nos postes da cidade... Tudo inútil. 

Passaram-se os anos, o incidente caiu no esquecimento. Não houve qualquer notícia. Os móveis foram leiloados, os livros, doados, a casa, vendida e demolida. 

Mas, o quê poderia explicar esse fenômeno tão estranho? Aqui recorremos à idéia de portais dimensionais. Mesmo sem conhecer o conceito, Mr. Sholtz, pode ter encontrado um deles. 

Naquele lugar inesperado, naquele escritório modesto, havia uma pequena e bem definida área anômala de transcendência. 

A leitura o colocava em um estado mental propício e assim, todos dias, naquela mesma hora, no mesmo local, Sholtz era transportado para um lugar e uma situação muito distante da monotonia dos seus dias sempre iguais, distante das atividades repetitivas da fábrica. 

Desse modo, pela convergência de fatores metafísicos, o extraordinário acontecia e a única certeza que Sholtz possuía, talvez por algum incidente fortuito, sim, ele sabia: aquela poltrona jamais poderia ter sua exata localização alterada sob pena de fechar para sempre a porta que lhe permitia acessar um outro mundo, uma outra vida e talvez, um outro Sholtz, mais feliz do que ele jamais poderia ser na realidade dos seus dias na Terra. 

Esse é um caso de Realidade Fantástica

por Lygia Cabus
maio, 2026

domingo, 15 de julho de 2012

A Chuva Vermelha de Kerala... De Novo

Para as autoridades governamentais, poluição, poeira no vento. Para os cientistas, material orgânico. Na imagem acima, sob a lente de um microscópio, o material orgânico encontrado na chuva de Kerala multiplica-se, expelindo suas réplicas a partir do corpo matriz.

ÍNDIA. Aconteceu de novo. Choveu vermelho no distrito de Kannur no estado indiano de Kerala. O estranho fenômeno começou às 6:50 da manhã de quinta-feira, 28 de junho e durou cerca de 25 minutos deixando as ruas e pátios das casas tingidos de vermelho-sangue.

A líder comunitária Shajia M., que coletou amostras da água para  encaminhá-las para exame laboratorial contou que a cor do líquido, vermelho-escuro, de fato, lembra sangue e o cheiro é de beterraba crua (o que remete aum alto teor de ferro). Ela comenta: Logo que vi, pensei que alguém havia matado um animal e o sangue tinha se misturado com a água no chão do pátio.

De acordo com o Departamento de Meteorologia da região, a chuva vermelha, ou the red rain é um fenômeno raro mas não é noscivo à saúde da população. M. Santosh, diretor do Departamento especula: Eu suponho que isso acontece devido à popluição atmosférica. Os poluentes em suspensão se dissolvem produzindo a chuva vermelha.

De fato, não é a primeira vez que a chuva sangrenta precipita-se em Kerala. Em 25 de julho de 2001, a chuva vermelha atingiu o mesmo estado indiano. O fenômeno repetiu-se algumas vezes nos dois meses seguintes.

No microscópio. ESQ.: A chuva vermelha de Kerala. Dir.: A gosma laranja do Alaska.

Apesar das autoridades afirmarem que essa chuva não é nosciva, na ocasião (2001) - registrou-se a queima de folhas das árvores. Enquanto os porta-vozes oficiais atribuíam a ocorrência à poeira vermelha em suspensão proveniente do deserto da Arábia, o físico da Universidade Mahatma Gandhi, de Kottayam, Godfrey Louis - depois de examinar amostras de 2001 no microscópio afirmou: Não se trata de terra ou poeira. (As partículas encontradas na água)... têm evidente característica de material biológico.

Casos semelhantes, no mínimo assustadores, remontam a anos ainda mais recuados e não se restringem à Índia, onde estranhas chuvas ocorrem na região desde 1986. Naquele país já houve casos de chuva amarela, verde e negra. 

Mais recentemente - em 03 de agosto de 2011, no noroeste do Alaska, a remota aldeia de Kivalina foi tomada por uma gosma laranja, que apareceu primeiro no mar e depois, caiu do céu.

Aldeia de Kivalina, Alaska - 2011.

Apesar de toda a tecnologia disponível para análises, os casos da Índia e outros ocorridos em outras partes do mundo não foram, até hoje (julho, 2012) - explicados. Já foi cogitado que essas chuvas bizarras seriam resultado colateral da exposão de meteoritos, porque na Índia, por exemplo, em 2001, a precipitação foi precedida por um estrondo cuja origem jamais foi determinada.

O físico indiano Chandra Wickramasinghe, um dos mais reconhecidos especialistas do mundo em material interestelar, não descarta a hipótese de que um agente extraterrestre provoque esses fenômenos. 

Todavia, essas ocorrências podem ser uma comprovação da Teoria da Panespermia, segundo a qual a vida na Terra tem origem em materiais desse tipo provenientes do espaço cósmico, viajando à bordo de meteoritos.

Nesse caso, as chuvas bizarras seriam um processo natural de fluxo de vida primordial que chaga aos mais diferentes orbes do Universo, incluindo a Terra.

No caso da gosma laranja do Alaska, por exemplo, eletromicrografias mostraram a presença de estruturas semelhantes a esporos de fungos (imagem acima). Na chuva vermelha de Kerala foram encontradas formações de natureza celular, organismos vivos que se reproduziam expelindo discóides semelhantes a partir do interior do organismo matriz.

ESTRANHAS CHUVAS & NOSTRADAMUS
Centúria 2, Quadra 46

Depois de grandes misérias para a Humanidade
Outras ainda maiores virão
O grande ciclo dos Tempos é renovado
Vai chover sangue, leite, fome, guerras e doenças
No céu serão vistos fogos com suas caudas faiscantes


FONTES
Morning shower paints rural Kannur red.
TIMES OF INDIA, publicado em 29/06/2012.
[http://articles.timesofindia.indiatimes.com/2012-06-29/kozhikode/32472196_1_kannur-red-rain-rainwater]
'Blood Red' Rain Falls In India People Are Freaking Out.
BEFORE IT'S NEWS, publicado em 15/07/2012.
[http://beforeitsnews.com/story/2390/131/Blood_Red_Rain_Falls_In_India_People_Are_Freaking_Out.html]

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Caso dos OVNIs Submersos no Mar Báltico


IMAGEM: Daily Mail|CNN

SUÉCIA/FINLÂNDIA. Em agosto de 2011, alguns jornais do mundo publicaram a notícia da descoberta de um OVNI submerso nas águas do Mar Báltico, mais precisamente no Golfo de Bótnia, situado entre Finlândia e Suécia. (Este blog resgistrou o fato no post OVNI: Mistério no Mar Báltico, conforme uma das versões da notícia, traduzida do espanhol, no caso, publicada pelo periódico digital ABC, Espanha).

A descoberta em si, proeza do caçador de tesouros submersos, o sueco Peter Lindberg, ocorreu, de fato, em junho de 2011. Em 29 de janeiro deste ano (2012) o Daily Mail divulgou: Shipwreck hunters find mysterious object at bottom of Baltic Sea.

De acordo com a reportagem as investigações estão em curso à cargo da empresa sueca Ocean Explorer, que vem utilizando a tecnologia do sonar para descobrir o quê realmente repousa no fundo do mar. Até agora, o tempo ruim, o caos de correntes revoltas na região e a falta de recursos não permitiram enviar uma equipe de mergulhadores, diretamente, ao local.


IMAGEM: Daily Mail|CNN


Todavia, há novidades sobre a descoberta. Não somente um mas, dois objetos não identificados foram descobertos há 60 metros de profundidade. Ambos com a forma discóide, distantes entre si cerca de 200 metros.

Especialistas, com base nos dados obtidos pelo sonar, descartam que os objetos possam ser restos de um naufrágio. Os objetos são descritos como cilindros; a forma de disco parece ser apenas parte dos volumes semi-enterrados no leito do mar. Possuem, ambos, diâmetro em torno de 400 metros. A imagem, obtida por sonar e a reconstituiçao da possível configuração de um dos discos é surpreendente (acima).

A reconstituição está provocando polêmicas especulações. A idéia mais óbvia é de que trata-se de uma nave espacial; outros acreditam que a formação pode ser algo diferente, como um portal para um "mundo interior". O Daily Mail usa a expressão Portal para o Inferno (a gateway to Hell), emprestada de declarações do próprio descobridor, Peter Lindberg.

Há também quem duvide das imagens, da precisão do sonar e subestimam o achado afirmando que, no passado, a mesma tecnologia já produziu confusões sensacionalistas. Os objetos podem ser meras formações rochosas, opinião, por exemplo, do chefe de Arqueologia do Sweden’s Maritime Museum (Museu Marítimo da Suécia), Andreas Olssons.



IMAGEM: Daily Mail|HandOut


A Ocean Explorer espera a calmaria das águas para deslindar a questão com o envio de uma missão tripulada ao fundo do golfo. A incerteza dificulta a captação de recursos para a pesquisa. Porém, a empresa não está parada, simplesmente - esperando financiamentos.

Seus próprios cientistas e técnicos criaram um submarino (acima) e esperam, com ele, vender pacotes para turistas e caçadores de tesouros que podem pagar para ver a descoberta. As perspectivas são animadoras. Afinal, com OVNI ou sem OVNI, o mar Báltico tem recompensado as buscas dos caçadores em vários casos. Estima-se que 100 mil objetos estão perdidos naquela área.

FONTES:
'It's either the Millennium Falcon or a gateway to hell': Shipwreck hunters find mysterious object at bottom of Baltic Sea
IN Daily Mail, publicado em 29/01/2012
[http://www.dailymail.co.uk/news/article-2093279/Shipwreck-hunters-mysterious-UFO-like-object-the-Baltic-Sea.html#ixzz1lAyzwcpY]
Treasure Hunters Discover Unidentified Objects Underwater
IN French Tribune, publicado em 02/01/2012
[http://frenchtribune.com/teneur/129175-treasure-hunters-discover-unidentified-objects-underwater]