quinta-feira, 30 de setembro de 2021

📂 TEXTO RECUPERADO 🐺 OS LOBISOMENS REAIS DE PERM, NA RÚSSIA

Vladimir Kon, pesquisador de fenômenos paranormais, observa que a solução de integração social deste lobisomem encontrou, prestando serviço à comunidade como policial, é um caso raro. O especialista acredita a que a "maldição de família" pode ter uma explicação científica.

#RUSSIA. #LOBISOMEM. Leonid Kliuchevskiy, de Perm, anunciou que pertence a um antigo clã de lobisomens. Todos os homens de sua família são possuem cabelos e pêlos cinzentos e uma marca verde na face. Curiosamente, Kliucheviskiy é um oficial de polícia.

Ele descobriu sobre essa característica ancestral no funeral do pai. Sua bisavó insistiu para que cortassem os tendões dos calcanhares do morto e que sua boca fosse preenchida com moedas. 

Mais tarde, para surpresa do neto, ela explicou que o procedimento era necessário para que o "lobisomem" não viesse a se tornar um vampiro.

O pai de Leonid lutou contra a maldição da família toda a sua vida. Durante as noites de lua cheia ele bebia bílis (secreção da vesícula biliar) para escapar às mutações: 

"Naqueles dias ele podia ficar muito agressivo, seus olhos brilhavam na escuridão e sua voz parecia o rosnado de um animal. Depois a mesma coisa começou a acontecer com meu irmão mais velho" - relata Kliuchevskiy.

Os sintomas da maldição começam na adolescência: "É difícil descrever minha experiência. Pouco antes da lua cheia eu sofro com terríveis dores de cabeça, sinto-me agressivo e ansioso. Minha face se alonga, os pêlos do meu corpo se multiplicam, meus dedos se encurvam a minha percepção de sons e cheiros torna-se muito aguçada"

Leonid e seu irmão tornaram-se policiais e usam seus sentidos aguçados (olfato, audição, visão) no serviço de patrulhamento.

Os lobisomens são, geralmente, associados a forças malígnas porém a mitologia eslava original, possuía uma tradição diferente da européia ocidental. Entre os eslavos, os lobisomens têm características positivas; servem aos deuses e não aos demônios.

Vladimir Kon, especialista em fenômenos paranormais, explica que a maldição de família pode ter uma explicação científica: 

"Ao longo da história humana sempre existiram indivíduos com desvios psicológicos e/ou de percepção; algumas dessas alterações podem funcionar como dons especiais. 

Essas anormalidades são passadas de geração em geração. São genéticas, hereditárias. Leonid pode ter preservado os instintos de seus ancestrais mais recuados. Estes instintos se manifestam durante a lua cheia que, sem dúvida, exerce influência sobre os 'humores' (metabolismo) dos homens".

Realmente, distúrbios de saúde e comportamento de seres humanos durante a lua cheia são bastante conhecidos e comprovados. Existem evidências que a epilepsia, o sonambulismo e outros quadros psiquiátricos sofrem sensíveis alterações durante a lua cheia.

LENDA DA FAMÍLIA

No início do século XVI, vivendo na Bielo-Rússia, um ancestral de Leonid apaixonou-se por uma jovem marcada. Em sua aldeia natal ela era considerada uma bruxa que poderia se transformar em uma loba. Apesar dos rumores, o jovem ferreiro casou-se com ela. 

Depois do casamento, ela conformou ao  marido que, de fato, era capaz de mudar sua forma humana para a de lobo. Mas, enquanto fera, ela não servia ao diabo, mas a Deus.  O casal fugiu do país. Foram para a vizinha Rússia.

“Naquela época, o homem-lobo era chamado com uma palavra especial: Volkodlaks, explica Leonid Klyuchevsky. “Entre os eslavos, o lobisomem era originalmente um personagem positivo”.

O fato de mudar de forma era anteriormente percebido como normal. Incomum - sim, mas de forma alguma horrível e perigoso. 

Volkodlaks eram chamados de "Cães de Deus" porque durante a transformação eles puniam apóstatas, feiticeiros negros e vilões. 

Mais tarde, com o advento do cristianismo na Rússia, a atitude em relação aos Volkodlaks tornou-se paulatinamente negativa. Os padres consideravam as conversas sobre eles um eco do paganismo e da heresia. 

FONTE
Werewolf serves the community  
PRAVDA ENGLISH - publicado em 09/10/2006
por Natalia Vysotskaya
tradução: Lygia Cabús

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