quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Gente Demais: Sinal de Um Fim de Mundo



Isso é o fim do mundo



Deter o ritmo da reprodução humana, do crescimento da população mundial é mais barato que utilizar as mais modernas tecnologias para resolver o problemas das altas emissões de gás carbônico no meio-ambiente. Para cada 4 libras [cerca de 12 reais] gastas com controle de população, 14 libras [cerca de 42 reais] têm de ser investidas nas tecnologias da produção industrial não poluente.

A questão não é desprezar aquelas tecnologias, ao contrário, devem evoluir e se multiplicar. A população do mundo, todavia, tem de parar! de se multiplicar porque, no fim das contas, são as pessoas, que usam produtos e serviços poluentes, que estão sujando a atmosfera [e as águas, e as terras...] muito mais que as chaminés.

A equação é simples: poucos emissores, baixas emissões. O planejamento familiar deveria ter sido entendido e assumido, há anos, como o primeiro dos métodos a serem adotados na redução das emissões de gases tóxicos e também no que se refere no estabelecimento e manutenção de um padrão de qualidade de vida mínimo para todos os habitantes da Terra. Estudo das UN [Nações Unidas] estima que 40% das gestações no mundo são indesejadas e/ou não programadas.
[Apesar das constantes campanhas relacionadas à contracepção, gravidez na adolescência, prevenção da AIDS, distribuição gratuita de preservativos, anticoncepcionais e/ou mesmo, oferta de cirurgia de esterectomia para homens e mulheres que já se reproduziram demais, especialmente no chamado Terceiro Mundo, nas zonas infernais, os bolsões de miséria!].

Se o planejamento familiar básico [nos parâmetros necessários, como número ideal de filhos e saúde mental! dos candidatos a pais e mães!] fosse adotado [globalmente e pontualmente]; se genitores irresponsáveis e/ou mesmo criminosos fossem penalizados por suas inconseqüência sexual [ao invés de serem recompensados com as bolsas-esmolas], seria evitada a emissão de 34 gigatons [34 bilhões de toneladas de CO2], equivalente próximo a seis vezes a emissão anual do poluente pelos Estados Unidos e 60 vezes, no caso do Reino Unido.

O presidente do Optimum Population Trust da London School of Economics, Roger Martin explica: É algo de óbvio que o total das emissões depende do número de emissores porque cada indíviduo é um foco emissor. As toneladas de carbono na atmosfera não podem diminuir como se deseja enquanto a população não parar de crescer sem planejamento.

Lamentavelmente, o tempo está se esgotando para a Humanidade. Os dados coletados pelas Nações Unidas sugerem que se um programa de planejamento familiar [severo, ditatorial mesmo] fosse implantado hoje, poder-se-ia reduzir em 72% os nascimentos indesejados e/ou irresponsáveis! Ocorre que isso seria ainda insuficiente para deter o volume de gás carbono depejado na atmosfera. E mais, se a população e as indústrias conseguissem reduzir em 80% suas emissões, hoje, seria tarde demais.

O ar deste mundo já está saturado e a verdade é que não há muito mais o que fazer além de tentar amenizar a situação com algum tipo de ação emergencial para evitar prejuízos ainda maiores e a decorrente solução desesperada e sanguinária de sempre: guerra. [Afinal, é necessário arranjar um pretexto para eliminar uns excedentes].

O quadro é muito sombrio e os danos sociais, inavaliáveis. Estes danos, são e serão diretamente resultantes do crescimento desenfreado da população. Um crescimento concentrado exatamente entre aqueles que não podem sustentar prole alguma: os mais pobres, que com a chegada de filhos, rapidamente, tornam-se miseráveis em todos os sentidos.

E supondo que, apesar de tudo, a diplomacia, a política, a administração, um mutirão de burgueses, milonários e missionários, quem sabe, salvem o planeta de ser o palco do auto-extermínio desse excesso de Humanidade, as alterações climáticas não vão se deter; aliás não se detiveram nunca, com ou sem o desserviço da espécie humana. A Terra conspira, devagar, silenciosamente e ninguém sabe ao certo quando Gaia vai dar uma de suas sacudidas no próprio lombo; ou interagir com algum corpo celeste que visite periodicamente essas bandas em ciclo tão longo que poderia engolir muitas Humanidades.

Ninguém sabe, sequer, com absoluta certeza se os Homens são - ou não, indiscutivelmente, culpados pelo suposto aquecimento global. É possível que a Terra esteja operando um metabolismo próprio ainda não compreendido pelos especialistas. Ninguém garante que o aquecimento não é o fim da Última Era Glacial; ou uma mudança sutil no eixo da Terra que resulta no aquecimento em alguns quadrantes do globo e esfriamento em outros, mudança no regime das chuvas, das estações do ano.

Mas um fato é inquestionável: o aquecimento tem de ser monitorado de perto porque este fenômeno pode acordar monstros adormecidos: vírus e bactérias que tornam-se ativos no calor. Quando uma espécie cresce demais, a Natureza providencia o reequilíbrio da população. E a Natureza é fria em sua eficiência: ela pode acionar seus invisíveis agentes da morte e acabar, literalmente, com meio mundo humano, com um tiro só. Imagine-se, então, quem vai morrer primeiro: os desnutridos, os velhos, as gestantes, as crianças, os debilitados por doenças outras. É cruel? Também acho; mas é a Lei. Meditemos...

Fonte: PINDAR, Richard. Contraception cheapest way to combat climate change
In Telegraph - UK publicado em 09/09/2009
[http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/climatechange/6161742/Contraception-cheapest-way-to-combat-climate-change.html]


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