sexta-feira, 23 de março de 2012

Os Absurdos Roubos de Semen em Zimbabwe



As irmãs Sophie (26 anos) e Netsai Nhokwara (24) e Rosemary Chakwizira (28 em novembro de 2011), saindo do tribunal depois da audiência de pré-julgamento, acusadas de atacar caroneiros e extrair, à força, semen para prática de rituais. Segundo a acusação elas usaram carros diferentes e perpetraram cerca de 14 ataques. Elas foram presas no início de outubro (2011) quando, envolvidas em um acidente de carro, em seu veículo (delas), no porta-malas, foram encontrados 31 preservativos com o material coletado.


ZIMBABWE. A estranha modalidade criminosa já vem ocorrendo há algum tempo. Roubo de esperma no Zimbabwe. As vítimas, abordadas em rodovias, homens (é claro!) são subjugados sob a mira de uma uma arma de fogo ou faca (em um dos casos, o homem foi ameaçado com uma cobra), drogados - obrigados a ingerir estimulante sexual, forçados a manter relações sexuais repetidas vezes e - depois, são abandonados na estrada.

As caçadoras de esperma têm aparecido nas manchetes daquele país desde 2009 mas, até hoje, a polícia só conseguiu prender três mulheres. Com elas, foram encontrados, em um saco plástico, 31 preservativos com sêmen roubado. Wayne Bvudzijena, portavoz da polícia informou:

"Nós temos o número exato de casos ocorridos. Os casos acontecem principalmente quando as vítimas pegam carona em veículos particulares. Encorajamos as pessoas a usar transporte público.". O advogado dessas acusadas afirma que tem recebido ameaças de morte.

A finalidade do roubo, para quê vem sendo usado este esperma, não está claro. Cogita-se que o material pode estar sendo utilizado em práticas de "juju" - ou seja, rituais de feitiçaria, no caso, destinados a atrair boa sorte, favorecer os negócios ou, ainda, tornar um criminoso invulnerável às leis.

Também não se sabe porque o material é retirado à força das vítimas. Há casos nos quais o semen foi negociado com o doador, portanto, a ação violenta parece não ser essencial para a eficácia do "feitiço". O sociólogo da Universidade de Zimbabwe, Assita Ruparanga, reconhece: "É realmente uma questão imcompreensível. é um mistério. Obviamente, sabemos que [o material] está sendo usado em rituais".

Ruparanga está surpreso em constatar que já há sete anos o semên parece ter se tornado uma mercadoria negociável. Ele descobriu o fenômeno durante uma pesquisa que fazia para sua tese de doutorado.

No processo de apuração de informações, ouviu relatos de jovens de rua que diziam ter sido aliciados por empresários que lhes ofereciam roupas e bebidas em troca do semen, sempre recolhido em preservativos - e com o auxílio de prostitutas. Ruparanga acredita que existe uma rede organizada orquestrando as ações.

Enquanto isso, um grupo de defesa dos direitos das mulheres protesta contra o destaque dado a esses casos em contraste com o descaso das autoridades em relação à violência contra mulheres no país. No Zimbabwe, nenhuma lei criminaliza a violação de mulheres.

FONTE: Zimbabwe 'sperm hunters' picking up male travellers.
TELEGRAPH/UK, publicado em 22/03/2012
[http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/howaboutthat/9159992/Zimbabwe-sperm-hunters-picking-up-male-travellers.html]


3 comentários:

Miguel disse...

Depois as feministas dizem que o homem é obcecado por sexo, mas percebam que esses homens se sentiram violados. Eles não estavam a fim de sexo e agora nem querem se aproximar de mulheres com receio de serem importunados novamente.

Francisco Roberto Frota Madeira disse...

Ao término, ela dizem que passaram AIDS para eles...

Francisco Roberto Frota Madeira disse...

Ao término, ela dizem que passaram AIDS para eles...

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