quinta-feira, 27 de maio de 2010

É o Diabo?



Quando devassamos os alfarrábios etimológicos em busca do significado primeior e último das palavras diabo e satanás encontramos algo de agradavelmentesimples de se entender. Todavia, o que se ouve na boca no povo é uma grande confusão. Diabo, é aquilo que divide. Satanás, é o adversário.

Quem divide o quê? Quem divide quem? Durante milênios a humanidade dos sapiens terrenos, essa espécie infantil, tem se embaraçado entre essas duas idéias que precisam ser bem separadas. Uma coisa é o infortúnio de circunstâncias; outra coisa são os conflitos interiores de cada indivíduo, de cada Ego, Mônada, seja lá qual for o termo usado para significar O Ser na condição de Indivíduo.

É natural um homem muito primitivo que, em termos culturais, acabou de sair da fase da pedra lascada, compreende-se que esse homem atribua todas as vicissitudes da vida [seus reveses, problemas] e também o enigma da morte a forças sobrenaturais aborrecidas, aos fantasmas irritados, às energias encantadas que, ao entendimento tosco, se apresentam como entidades: é o Diabo! São os demônios! Foi o curupira! o Anhangá!

Esse pensamento simplório não ficou para trás. Apesar da longa trajetória cultural das civilizações. Não! Hoje, ainda, enorme multidão entre os mais de 6 bilhões de habitantes do planeta continuam procurando os maus espíritos lá fora quando é óbvio, essa altura teológica, que o adversário do Eu são as dúvidas do próprio Eu. Não tem nada lá fora. Fora de cada um de nós mesmos.

Não tem nada, nem lá nem aqui, nada fora de lógica. Porque as vicissitudes da vida fazem parte da longa equação do Destino integrado de todas as criaturas do Universo e os conflitos interiores são o preço que o seres humanos pagam pela liberdade de conduzir sua própria evolução. Meditemos...



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