sábado, 19 de julho de 2008

Meio Ambiente: Crise das Águas

África
África: isso ainda existe no século XXI...

Não bastasse o aquecimento global, que promete transformar alguns lugares do planeta em sucursal do inferno, agora os cientistas começam a chamar a atenção, insistentemente, para o problema da água. As reservas do precioso líquido não são infinitas e a escassez de água pode gerar uma gravíssima crise social global nas próximas décadas quando, segundo as Nações Unidas, a população da Terra deve alcançar 8,5 bilhões de pessoas, em 2030.

O diretor do International Water Management Institute [Instituto Internacional Para o Gerenciamento da Água], Frank Rijsberman, alerta: "O consumo mundial de água cresceu seis vezes nos últimos 100 anos e projeções indicam que o volume vai dobrar até 2050. Muitos países já sofrem com a carência do recurso, especialmente no setor agrícola. A diminuição das reservas de água implicam, mais cedo ou mais tarde, inevitável aumento de preço do produto"... [É o fim do mundo mesmo: a água é mais que oficialmente um "produto"! Aquele liquido inodoro, incolor que qualquer pintassilgo bebe de graça... E vai ser dos caros!].

A urbanização acelerada e a elevação do padrão de vida [em alguns lugares do mundo] é uma das causas da diminuição da "oferta"; e a questão não é somente a quantidade de água mas, também, a qualidade. As fontes potáveis estão sendo poluídas demais. Além da poluição das fontes, as reservas de água escoam-se em virtude do desflorestamento. A flora é um elemento inseparável do ciclo de circulação da água. A água desaparece em locais sem vegetação.

Tradicionalmente, a água para consumo humano e a água para fins industriais e/ou sanitários sempre foi "mesma", obtida das mesmas fontes. Essa lógica vai ter de ser modificada e práticas de tratamento e reaproveitamento de águas usadas ["sujas", como água de lavagem de roupas, e que já são utilizadas em comunidades experimentais] mas, também, da água das chuvas, podem minimizar o problema.

Se medidas imediatas não forem implementadas, a população do planeta pode começar a sofrer com a escassez de água dentro de 25 anos. Os cientistas recomendam a construção de reservatórios e reciclagem para a irrigação de campos, jardins etc.. Além do horror das torneiras secas em pleno século XXI, a crise da água pode se tornar mais um ponto deflagrador de conflitos internacionais, guerras, quando duas nações poderão se destruir por causa de um rio. Atualmente, cerca de 1,1 bilhão pessoas vivem na Terra sem acesso à água potável. Os países onde essa questão já se mostra preocupante estão localizados na África e na Ásia, os mais pobres, claro!
Além da falta de água para beber e cozinhar, 2,6 bilhões também não dispõem de água para fins de higiene pessoal. Sem saneamento, essas populações, além de desidratadas e fedorentas..., my God! ficam doentes. Nos países subdesenvolvidos as crianças são as primeiras vítimas desta seca insalubre: mais de 3 mil delas morrem por dia vítimas de diarréia. São alguns desses países: o Sudão, onde carecem de água 12,3 milhões; no Iran, 5,6 milhões; Venezuela, 5 milhões; Síria, 3,8 milhões; no Zimbabue, 2,7 milhões; Tunísia, 2,1 milhões; em Cuba, 1,2 milhões.

Tecnologia para resolver o problema, existe. Dinheiro também; porém, tanto a tecnologia quanto o dinheiro jamais chegam onde são mais necessários. Enquanto isso, a Humanidade briga com o planeta, expandindo-se em números alarmantes especialmente nos bolsões de pobreza e ignorância. O fato é que os pobres continuam tendo filhos demais e os governos continuam cheios de dedos éticos para resolver objetivamente essa questão.

O perigo da superpopulação, debatido a mais de 50 anos, tornou-se, como sempre prometeu, uma pedra no sapato do mundo humano. Não há programa de governo, de habitação, saúde, transporte, educação etc., que consiga acompanhar a multiplicação vertiginosa daqueles que já nascem carentes de tudo.

A solução do Papa católico é sensata, até salutar, porém utópica: castidade! Mas pedir para homens e mulheres da "Era do Kréu" para terem um mínimo de juízo é pedir o impossível. Por quê os pobres não usam camisinha apesar dos programas de distribuição gratuita, esse é um enigma que a antropologia vai levar uns 20 anos para desvendar... Talvez, o único jeito de conter a multiplicação da pobreza pela proliferação da espécie seja oferecer vales, bolsa-esterectomia para homens e mulheres se submeterem à esterilização voluntária. Já foi feito na Índia e por um punhado de dólares os "caras" faziam a vasectomia rapidinho.

Pode não ser ético, nem católico, nem simpático, mas esse editor tem leve impressão de que resolveria o problema da superpopulação bem depressa, embora um tanto já tarde demais. Temo que morreremos quase todos sedentos, doentes, fedidos e, ironicamente, muitos de nós, afogados, lavados e enxaguados, enfim, nas águas salgadas dos mares inchados pelas geleiras derretidas. Fico pensando: para onde eu vou fugir? Meditemos...


FONTE: Mankind to wage wars for water by 2025
In PRAVDA ENGLISH - publicado em 15/07/2008



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